Presidenciais

Campanha nas redes sociais mas também junto dos eleitores

Campanha nas redes sociais mas também junto dos eleitores

Dificuldades com recolha de assinaturas e com processo burocrático levam a formalizações de candidaturas em cima do prazo legal. Candidatos prometem campanha sem comícios mas próxima dos eleitores.

Não foi fácil recolher as necessárias 7.500 assinaturas para se formalizarem as candidaturas. Por isso, serão entregues próximo do final do prazo. Por causa das regras da pandemia que impedem a existência de locais muito movimentados. Regras que também vão obrigar a que se altere a estratégia da campanha, eliminando-se comícios e jantares mas não prescindindo do contacto com o eleitorado e apostando-se nas redes sociais.

Ana Gomes admite que já teve que mudar alguns planos. "Por exemplo, os debates tenho feito online", revela. A candidata não prescinde, contudo, de uma agenda recheada de visitas a instituições de vários tipos e já fez campanha na emblemática Rua de Santa Catarina, no Porto. "Cumprindo todas as regras de distanciamento social", ressalva.

A ex-eurodeputada já tem 7.500 assinaturas mas vai prolongar o processo até ter "um número confortável". Já Tiago Mayan Gonçalves admite que está a "dois terços" dos objetivos. "A ausência de sítios com muita afluência de pessoas tem dificultado o processo", justifica a candidatura, referindo que a campanha vai ser, por isso, "um desafio".

"Não faremos nada que o cidadão comum não possa fazer", assegura a candidatura apoiada pela Iniciativa Liberal, referindo que as arruadas "estarão fora de questão e que a aposta recaí para cartazes e redes sociais.

"Num contexto de pandemia, este processo (de recolha de assinaturas) não foi tão fácil como em outras ocasiões mas já temos assinaturas mais do que suficientes", reforça Marisa Matias, adiantando que a sua campanha terá contactos com os cidadãos, embora num "formato diferente".

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A candidata apoiada pelo BE recusa que a campanha "não tenha a sua finalidade principal: ouvir as pessoas".

"A programação da campanha procurará contribuir para uma ampla ação de esclarecimento, assegurando as medidas de proteção sanitária, construída na participação, no contacto e diálogo com o maior número de portugueses", diz a candidatura de João Ferreira. O candidato apoiado pelo PCP apostará nas redes sociais e avança que tem "um número de assinaturas muito superior" ao necessário.

O JN tentou ouvir André Ventura, líder do Chega.

Já Vitorino Silva garante que tem nove mil assinaturas e que fará uma campanha "original, 'um a um'. A rua é o meu gabinete", diz Vitorino Silva. E o líder do PDR, Bruno Fialho, assegura que já conseguiu as 7.500 assinaturas.

Também Paulo Patinha Antão, Paulo Alves, Orlando Cruz, Eduardo Batista e Carla Bastos anunciaram intenções de concorrer às presidenciais de 24 de janeiro.

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