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Carlos Teixeira sucede a Joacine Katar Moreira se a deputada renunciar

Carlos Teixeira sucede a Joacine Katar Moreira se a deputada renunciar

Carlos Teixeira, número dois do Livre por Lisboa, está na calha para suceder a Joacine Katar Moreira. A Assembleia do partido propôs retirar a confiança política à sua representante única no Parlamento - uma deliberação que o Congresso deste fim de semana vai ser chamado a votar; caso a proposta seja aprovada e Joacine aceite renunciar ao cargo - a decisão final será sempre da deputada - o nome que se segue é deste biólogo de 40 anos.

Carlos Teixeira concorreu às eleições legislativas de 6 de outubro no segundo lugar das listas do Livre por Lisboa - círculo que elegeu Joacine - razão pela qual seria sempre o sucessor da deputada caso esta, por qualquer eventualidade, não terminasse o mandato. Agora que essa eventualidade pode estar prestes a transformar-se em certeza, os holofotes centram-se no "número dois".

Mestre em biologia da conservação e doutor em Ciências da Terra e da Vida e em Engenharia do Ambiente, Carlos Teixeira está no Livre desde a fundação. Em 2014 foi candidato às eleições europeias, no ano seguinte integrou as listas do partido para as legislativas e, em 2017, foi a vez de tentar a eleição nas autárquicas em Lisboa. Desde 2015 que integra o Grupo de Contacto, órgão equivalente à direção.

Na página de Internet do Livre, Carlos Teixeira descreve-se como "um ativista pelas causas ambientais, dos direitos dos animais e da cidadania participativa". Foi vice-presidente da Liga para a proteção da Natureza, integrou a comissão executiva do European Environmental Bureau e esteve envolvido em algumas ONG ligadas ao ambiente.

Só será deputado se Joacine aceitar sair

A substituição de Joacine Katar Moreira por Carlos Teixeira - que garantiria que o Livre continuaria a ter representação parlamentar - depende em absoluto da decisão da atual deputada: uma vez que o mandato é pessoal e não conferido ao partido, a última palavra caberá sempre a Joacine.

Nesse cenário, e caso o Livre retire mesmo a confiança política à deputada, há duas hipóteses. A primeira é Joacine Katar Moreira aceitar sair, sendo nesse caso substituída por Carlos Teixeira; a outra é a deputada recusar ceder o mandato ao partido e manter-se em funções com o estatuto de deputada não inscrita (ou independente), alterando substancialmente as condições em que exerce o mandato. Aí, o Livre perde a representação parlamentar.

Ao longo dos anos, já houve vários deputados portugueses nessa situação. O caso mais recente foi o de Paulo Trigo Pereira - que, na legislatura anterior, foi eleito como independente nas listas do PS, tendo passado a deputado não inscrito a meio do mandato por se ter distanciado do partido.

O congresso do Livre, que vai decidir se o partido retira ou não a confiança política a Joacine Katar Moreira, decorre este sábado e domingo, em Lisboa.

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