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Centros históricos. "Está tudo vazio, antes queria o barulho"

Centros históricos. "Está tudo vazio, antes queria o barulho"

É uma beleza sinistra, aquela que brota das fachadas coloridas do Centro Histórico projetado pelo arquiteto Fernando Távora em Guimarães.

Onde outrora existiu uma movida desenfreada que parecia não ter rédeas, agora há um silêncio aflitivo. O quadro repete-se nas zonas classificadas de norte a sul do país, o que levou ao cancelamento dos festejos do Dia Nacional dos Centros Históricos Portugueses, que hoje se assinala.

A entrada nos museus era gratuita, as câmaras tinham atividades e a Associação Portuguesa dos Municípios com Centros Históricos festejaria em Tavira, de forma oficial, esta espécie de 10 de Junho do património em Portugal. Foi tudo cancelado. "As preocupantes circunstâncias em que vivemos convocam a afetação de todas as nossas energias, conhecimento, capacidade operacional e recursos", explica Hugo Pereira, presidente da Câmara de Lagos e da associação que congrega os municípios que têm centros históricos. É a primeira vez que a efeméride não se celebra desde que foi instituída, em 28 de março de 1993.

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