Covid-19

Cinco vezes menos mortes do que há um ano em dia com mais 61 internados

Cinco vezes menos mortes do que há um ano em dia com mais 61 internados

Portugal somou mais de 26 mil casos de covid-19 nas últimas 24 horas, período durante o qual morreram 22 doentes. O valor da mortalidade de hoje é cinco vezes inferior ao de há um ano, quando havia muito menos casos. O número de internados em enfermaria continua a aumentar. E quase meio milhão de pessoas está hoje infetada ou sob vigilância das autoridades de saúde.

O boletim da Direção-Geral da Saúde reporta, este domingo, mais 26 419 infetados face a sábado, o que eleva para 1 639 846 o número total de casos confirmados desde março de 2020. O número de novos contágios é inferior aos dos últimos dias, mas convém ter em conta que, aos domingos, o saldo é sempre inferior, dado o encerramento de laboratórios e a consequente redução da realização de testes de diagnóstico aos fins de semana.

A maioria dos casos continua a estar concentrada na região de Lisboa e Vale do Tejo, que hoje soma mais 11 370 infeções. No continente, segue-se o Norte, com 9516, o Centro, com 2640, o Alentejo, com 885 e o Algarve, com 698. Na Madeira, há mais 1024 contágios e nos Açores 286.

Por outro lado, em relação a ontem, recuperaram da doença mais de 10 mil pessoas, havendo, ao todo, mais de 273 mil doentes com o vírus ativo (mais cerca de 15 mil do que ontem). Neste momento, quase 500 mil pessoas estão com teste positivo ou sob vigilância das autoridades de saúde.

Mais 22 mortes e 61 internados

Seis dias depois de Portugal ter atingido a marca das 19 mil mortes por covid-19 desde o início da pandemia, foram hoje contabilizados mais 22 óbitos: 11 em Lisboa e Vale do Tejo, quatro no Norte, dois no Centro, dois no Alentejo, dois no Algarve e um na Madeira. Se compararmos com os dados relativos ao dia 9 de janeiro de 2021, há exatamente um ano, quando havia muito menos novos infetados do que hoje (9478), constatamos que o número de vítimas mortais (111) era cinco vezes maior do que as reportadas hoje - o que pode ser explicado, maioritariamente, pela adesão massiva à vacinação.

Quanto ao número de internamentos, que tem registado um aumento de forma consecutiva desde 1 de janeiro, há hoje 61 novos pacientes internados (1449, ao todo), com as unidades de cuidados intensivos a albergarem 150 pacientes, menos três do que ontem.

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Na sexta-feira, a Direção-Geral da Saúde (DGS) e o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) alertaram, no habitual relatório das "linhas vermelhas" da pandemia no país, que "a pressão nos serviços de saúde" e "o impacto na mortalidade" provocados pela variante ómicron, "são elevados, com tendência crescente nas hospitalizações".

"Dado o rápido aumento de casos, mesmo tendo em consideração a menor gravidade da variante ómicron, é provável um aumento de pressão sobre todo o sistema de saúde e na mortalidade, recomendando-se a manutenção de todas as medidas de proteção individual e a intensificação da vacinação de reforço", referem.

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