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Apoios aos alunos desde o arranque do ano letivo a aulas ao sábado são algumas das estratégias usadas pelas escolas para promoverem o sucesso dos alunos. De acordo com o indicador de Percursos Diretos de Sucesso (PDS), entre 577 escolas, 252 conseguiram fomentar o progresso dos alunos e 259 não.
Aulas ao sábado, apoios a partir de setembro, clubes de Matemática online, monitorização constante dos resultados turma a turma, ano a ano, são estratégias aplicadas tanto pela Secundária da Lousã como pela Padre Benjamim Salgado (Famalicão) para promoverem o progresso dos seus alunos. E com sucesso: na tabela de Percursos Diretos de Sucesso (PDS) conseguiram resultados 19% e 18%, respetivamente, acima da média registada por escolas com contextos similares.
"Temos sucesso quando contribuímos para concretizar os sonhos dos alunos", frisa o diretor da Lousã, Pedro Balhau.
Entre 577 escolas, 252 conseguiram promover o progresso dos alunos e em 259 os desempenhos pioraram face ao ponto de partida no 10.º ano.º. O indicador, criado há quatro anos e que pretende revelar o trabalho das escolas durante o ciclo de ensino tem sido dominado por agrupamentos - entre as 252, 202 são públicas.
Aulas ao sábado
Na Secundária Padre Benjamim Salgado (Famalicão) com 71% de PDS, 18% acima da média registada em contextos similares, os apoios aos alunos começam a ser dados em setembro. "Não se espera pelo final do 1.º período para começar a intervir", sublinha o diretor José Alfredo Mendes. Durante o Ensino à Distância, chegou a haver aulas ao sábado, "pedidas pelos próprios alunos" para reforçar as aprendizagens.
Todas as disciplinas sujeitas a exame nacional têm uma hora de apoio semanal. A escola, explica, organiza diversos momentos de avaliação, contestando a dialética dos dois testes escritos por período e permitindo a recuperação, consoante os ritmos dos alunos. Na Secundária não há, por isso, "grandes atrasos nas planificações", apesar de o ano "ter sido esgotante".
Nova fórmula
Pedro Balhau assume que houve alunos que aumentaram o número de negativas no 2.º período à distância. "Acredito que vamos conseguir recuperar a maioria até ao final do ano", assegura.
"A pandemia deixou marcas no sistema educativo", e, por isso, defende, é essencial reduzir o número de alunos por turma, assim como conteúdos programáticos. Sendo que esse ajuste, considera, não deve ser feito pelas escolas mas centralmente de modo a haver garantias do que sairá ou não nos exames.
Numa escola onde a maioria dos alunos deseja ingressar no Ensino Superior e as aulas menos expositivas "chegam a ser negociadas com os estudantes", o diretor defende também como essencial para a recuperação das aprendizagens, a revisão da fórmula que atribui os créditos de horas usados pelas escolas nos apoios e projetos.
"O crédito devia ser flexível e atribuídos por ciclos. E as escolas deviam ter a opção de contratualizar horas (que se traduzem na contratação de professores) consoante metas que se não forem atingidas resultariam na perda desse reforço, sugere.
