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Costa avisa que não andará "à procura da carochinha" para aprovar OE2020

Costa avisa que não andará "à procura da carochinha" para aprovar OE2020

António Costa garantiu que o PS "não vai andar à deriva e à procura da carochinha" nesta legislatura e que tem bem delineado quem são os seus parceiros. O líder socialista defende que o Orçamento de Estado para 2020 "é o melhor" que apresentou desde 2016.

O líder socialista assegurou, esta segunda-feira, no habitual jantar de Boas Festas do grupo parlamentar do PS, que "ao contrário do que os especialistas dizem, esta não vai ser uma legislatura em que o PS vai andar à deriva e à procura da carochinha".

"O PS sabe bem qual é o seu campo e linha de atuação e sabemos quem são os nossos parceiros e os nossos adversários", disse, num dos restaurantes dentro do Parlamento, onde, na véspera de uma última ronda de negociações com o BE e o PCP antes da votação na generalidade, voltou a salientar que há "continuidade" na estratégia delineada por Centeno para as contas nacionais.

"Este é o quinto Orçamento do Estado que apresento. Este é o melhor Orçamento do Estado que apresentei até hoje. É o fruto dos Orçamentos do Estado que apresentámos nestes quatro anos. Hoje não temos que estar a cortar impostos, que já cortámos. Podemos estar a aumentar a justiça fiscal", defendeu, dando como exemplo o reforço de verbas no Serviço Nacional de Saúde (SNS) em 2020, depois de ter levado a legislatura anterior a "recuperar os 1200 milhões de euros que a Direita cortou".

Costa rebateu as críticas, que tanto vêm dos ex-parceiros da gerigonça como da Direita, de que o Governo está focado em obter um excedente orçamental em 2020. "Só quem governa mal pode defender uma má gestão das contas públicas. Os bons resultados que conseguimos não resultaram nem de nenhum aumento brutal de impostos, nem de um brutal corte nos rendimentos, mas do bom desempenho da economia e da boa gestão orçamental", apontou, defendendo "quanto menos défice tivermos, mais poupamos na dívida para podermos investir".

"Era agora o que faltava, depois de ouvir dizer que o diabo era o défice agora o diabo ser a falta dele", atirou, salientando que lidera um Governo para quatro anos. "Ninguém nos pode dar um exemplo de uma promessa que deixámos de cumprir. É por isso que este debate orçamental, que é o primeiro desta legislatura, é a prova que não vamos mudar de rumo", assinalou.

O secretário-geral do PS marcou as linhas vermelhas no Parlamento ao deputados socialistas, quando se prepara o debate na especialidade do documento orçamental, invocando que os "resultados eleitorais significaram que o país disse e validou a solução política encontrada na anterior legislatura, dando mais força ao PS". Quanto a outras bancadas ficou um retrato crítico: "eles bem se dividiram em novos partidos - de dois passaram para quatro partidos e tiveram o pior resultado da Direita".

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Insistindo na análise que tem sido a tónica nos últimos dias, Costa disse que o Orçamento do Estado segue "uma política de continuidade". Ora, "se esta politica tem dado bons resultados porque correr o risco de seguir uma outra com maus resultados", questionou, elencando o aumento das pensões mais baixas, do Complemento Solidário para Idosos e até o aumento salarial na Função Pública. Aliás, Costa comprometeu-se, em relação a esta última promessa, que será uma realidade "em 2020 e 2021", marcando uma viragem no facto de que "desde 2000 não há atualização anual dos salários dos funcionários públicos".

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