
António Costa no Fórum Nacional "Confie no Futuro", no Porto
RICARDO CASTELO/LUSA
António Costa defendeu, este domingo, como "um desafio de maior urgência" que as "empresas sejam capazes de criar mais e melhor emprego".
Para o secretário-geral do PS, a fórmula para se vencer a crise passa pelo aumento do salário médio em Portugal. Essa será uma das bandeiras do PS nas legislativas, a par com a garantia de que só com os socialistas será possível aproveitar fundos como os do PRR (Plano de Recuperação e Resiliência).
"Temos de ter a ambição de aumentar significativamente os salários médios em Portugal", defendeu António Costa, no Fórum Nacional "Confie no Futuro", no Porto, onde os socialistas discutiram as prioridades do programa eleitoral que será apresentado a 3 de janeiro.
O líder socialista colou-se, assim, à fórmula avançada por Rui Rio durante as diretas do PSD: a criação de condições para aumentar a produção e exportação das empresas e, por essa via, garantir melhores salários.
"A resposta não está em congelar-se o salário mínimo nacional. É continuar a aumentar o salário mínimo, mas aumentar ainda mais o salário médio", especificou, num discurso em que, tal como nas autárquicas, dramatizou em torno de um PRR que só o PS saberá agarrar. "É uma oportunidade única, que temos de vencer a contrarrelógio. Não há tempo a perder!", avisou.
Francisco Assis de fora
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No início do discurso, Costa falou, contudo, para dentro do partido, garantindo que "nunca houve no PS tradição de excluir seja quem for". "A preocupação do PS sempre foi integrar, unir", disse o líder do partido.
Ainda assim, os críticos internos queixam-se de não estarem integrados nas listas de candidatos a deputados e Costa não aceitou a disponibilidade do ex-líder parlamentar Francisco Assis para regressar à Assembleia da República.
No entanto, o presidente do Conselho Económico e Social não se sente excluído. "Não era deputado. Manifestei disponibilidade porque senti que tinha essa obrigação. Agora, nunca houve contactos nem essa expectativa. Nunca falamos sequer", assegurou, ao JN, Francisco Assis.
