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Costa deixa decisão sobre Natal em aberto até dezembro

Costa deixa decisão sobre Natal em aberto até dezembro

Proibição de saída dos concelhos nos fins de semana alargados aos feriados. Primeiro-ministro invoca lei de 1986 para não poder travar Congresso do PCP.

Os portugueses vão ter de esperar mais duas semanas para saber como vai ser a sua época natalícia na era covid-19. Após ter cultivado a esperança de se poder "salvar o Natal" com medidas restritivas, António Costa recusou, este sábado, pela primeira vez, traçar qualquer cenário para a segunda quinzena de dezembro e deu como adquirido que o estado de emergência irá durar até lá.

Para já, avançam as proibições de circulação entre concelhos, nos dois próximos fins de semana prolongados, e o fecho de escolas nas vésperas dos feriados de 1 e 8 de dezembro. O Governo vai tentar convencer os privados a dispensarem os seus trabalhadores nesses dias.

Quase 24 horas após Marcelo Rebelo de Sousa ter dado como perdido o Natal, o primeiro-ministro assumiu que "ficaria muito surpreendido se não houvesse estado de emergência no Natal". Porém, apesar da insistência dos jornalistas na conferência de Imprensa em que foram conhecidas as limitações decididas no Conselho de Ministros de anteontem, Costa só disse que o estado de exceção no Natal "não permite antecipar nenhuma medida em concreto" e recusou adiantar "o que poderá acontecer em matéria de ano escolar".

Resultados "insuficientes"

Por agora, são sinais ligeiramente positivos os que as medidas restritivas implementadas há um mês começam a registar, denotando uma "desaceleração do ritmo de crescimento" de infetados, avançou. Mas, os resultados "são ainda insuficientes".

"Temos muito ainda que nos esforçar para podermos alcançar o resultado pretendido", avisou, para justificar as medidas de confinamento que irão vigorar durante os 15 dias do estado de exceção e que passam por "controlar as deslocações".

A saber: todo o país contará com a proibição de circulação entre concelhos nos fins de semana alargados devido às pontes com os feriados de 1 e 8 de dezembro. Nas segundas-feiras de 30 e 7 de dezembro, não haverá aulas, os funcionários públicos ficarão em casa e os privados serão incentivados a dar folga aos seus trabalhadores.

Paralelamente, nos 127 concelhos com mais infetados mantêm-se as horas de recolher obrigatório e de restrições no funcionamento da restauração e comércio. Um desses concelhos é Loures, onde o PCP realizará o seu congresso eletivo no próximo fim de semana. Costa lembrou que a lei que regula o estado de emergência, já de 1986, não permite a proibição de eventos políticos.

Portugal restringiu menos Confrontado com as queixas dos empresários de restauração, Costa assegurou que Portugal foi na Europa dos que menos restringiram a atividade do setor, ainda que "vários estudos científicos demonstram que a restauração é um local de risco".

"Queremos adotar as medidas que o país está em condições de poder adotar para suportar esse sofrimento. Mas não podemos evitar que esse sofrimento tenha de existir em alguma medida", argumentou, negando que comece a haver brechas dentro do Governo devido à severidade das medidas agora anunciadas.

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