Pandemia

Costa sobre apoio da UE: "Resta saber se é pressão de ar ou uma bazuca"

Costa sobre apoio da UE: "Resta saber se é pressão de ar ou uma bazuca"

Após a reunião do Conselho Europeu, António Costa afirmou que o fundo de recuperação à economia europeia devido à pandemia da Covid-19 deverá servir para os próximos dois ou três anos.

O Conselho Europeu esteve reunido esta quinta-feira para definir que ajuda será dada aos Estados-membros da União Europeia. Em conferência de imprensa, o primeiro-ministro confirmou que foi aprovado um plano de recuperação à economia europeia devido à pandemia do novo coronavírus. "Se tudo se concretizar, este apoio será uma bazuca. Ainda não há número final, mas fala-se em 1,5 ou 1,6 biliões de euros. Será algo com uma grande robustez. Fisga não será de certeza. Resta saber se será pressão de ar ou uma bazuca", afirmou António Costa.

O fundo de recuperação teve unanimidade de todos os países da União Europeia e deverá assentar na emissão de dívida conjunta dos Estados-membros. O primeiro-ministro adiantou que ainda não se sabe se esse apoio chegará através de subvenções ou empréstimos uma vez que não há consenso quanto a esta ajuda. "Uma grande maioria defende que o fundo de recuperação deve financiar através de subvenções. Alguns Estados-membros admitiram que pudesse haver uma combinação justa entre financiamento com base em subvenções e com base em empréstimos. E uma pequena minoria defendeu que o apoio se devia cingir à modalidade de empréstimos", acrescentou.

A Comissão Europeia vai apresentar a 6 de maio o plano do fundo de recuperação e o acordo deverá ficar fechado até ao final do verão. O horizonte desse plano de recuperação está pensado para "dois ou três anos", de forma a "ter uma capacidade suficiente forte para responder à quebra muito acentuada que se prevê para os PIB do conjunto da UE", afirmou o primeiro-ministro português.

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