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Costa parte na frente, mas Rio também está a crescer

Costa parte na frente, mas Rio também está a crescer

Sondagem revela que, para os portugueses, o líder socialista é mais competente (56%) e solidário (44%) e daria um melhor primeiro-ministro (51%). Mas o social-democrata é mais honesto (25%). E deu um salto de 30 pontos na popularidade, depois de vencer as diretas no PSD.

António Costa parte com vantagem sobre Rui Rio para as legislativas de 30 de janeiro. De acordo com uma sondagem da Aximage para o JN, DN e TSF, os portugueses consideram que o socialista é mais competente, solidário e influente. E que dará, portanto, um melhor primeiro-ministro. Mas também há sinais positivos para o social-democrata: consegue, primeira vez, uma avaliação positiva e é considerado o mais honesto.

Quando falta um mês e meio para as eleições, fica claro quem lidera a corrida para chegar a primeiro-ministro: António Costa supera Rui Rio numa série de parâmetros em que os dois foram colocados frente a frente. E em alguns casos deixa o rival a larga distância.

Outro sinal do favoritismo do socialista é dado pela avaliação regular aos políticos. Depois dos péssimos resultados de novembro (reflexo do chumbo do Orçamento, da dissolução do Parlamento e da antecipação das eleições), Costa regressa, em dezembro, a saldo positivo (19 pontos percentuais). E continua a ser o líder partidário mais popular.

O empurrão das diretas

É verdade que Rui Rio continua mais atrás. Mas também tem razões para sorrir. Claramente catapultado pela vitória nas diretas (que muitos consideravam improvável), o líder do PSD consegue pela primeira vez nesta série de barómetros da Aximage, iniciados em julho de 2020, um saldo positivo (oito pontos) na avaliação dos portugueses. Ou seja, entre novembro e dezembro dá um enorme salto de 30 pontos na popularidade (tinha 22 pontos negativos).

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Fica a interrogação sobre se conseguirá somar apoios suficientes no mês e meio que falta para o tira-teimas definitivo das urnas. Sendo certo que tem o melhor dos palcos já neste fim de semana, no congresso que arranca hoje em Santa Maria da Feira, para tentar garantir que a maré continua a subir.

Costa mais competente

Por enquanto, e quando se confrontam os portugueses com uma série de atributos e se pede que o "entreguem" a um dos dois principais candidatos a primeiro-ministro, António Costa leva vantagem. Desde logo no capítulo da competência (56%), em que consegue mais do dobro dos "votos" de Rui Rio (25%).

Quando se pretende medir qual deles é mais solidário (ou próximo das pessoas), o socialista continua a levar a melhor (44%), ainda que a distância para o social-democrata (20%) seja um pouco menor. Mas é importante destacar que mais de um terço dos inquiridos se recusa a entregar o título de político solidário a qualquer um deles.

Quando está em causa a influência, o líder do PS (e atual primeiro-ministro) consegue naturalmente uma vantagem maior (69%) sobre o seu rival (10%), que não tem cargos públicos. Até os eleitores do PSD (58%) entregam essa medalha ao rival socialista.

Honestidade de Rio

Há um único atributo - a honestidade - em que Rio (25%) consegue bater Costa (24%), mesmo que seja por um escasso ponto percentual. Mas também aqui se destaca a recusa de mais de metade dos inquiridos (51%) em dar uma opinião. Não é um problema específico dos dois líderes, sucedeu o mesmo quando a Aximage fez este teste com outros candidatos a outras eleições. Definitivamente, os portugueses resistem a associar a honestidade aos políticos.

Feitas as contas à avaliação dos líderes e aos diferentes atributos, não surpreende que António Costa seja o candidato em quem a generalidade dos portugueses mais confiam para primeiro-ministro (consegue 46%, contra 21% do social-democrata) e, finalmente, que seja visto como um melhor primeiro-ministro (consegue 51% contra 25% de Rui Rio).

Duplicidade social-democrata

A vantagem de Costa sobre Rio explica-se, em parte, com as escolhas dos próprios sociais-democratas. Em vários atributos uma fatia razoável de eleitores do PSD prefere o socialista. Exemplos: 20% dos que vão votar no PSD acham que Costa é mais competente; 21% que é mais solidário; e 16% que daria um melhor primeiro-ministro. Apesar disso, a sua intenção é votar no PSD e, portanto, em Rui Rio. O que indicia que a distância nas urnas entre os dois partidos será menor do que a que separa os líderes na avaliação.

A falange de Costa

Seja qual for a pergunta, a análise aos segmentos da amostra evidencia alguns padrões no reconhecimento do líder socialista. Os seus melhores resultados são sempre entre os que vivem nas áreas metropolitanas do Porto e de Lisboa; entre as mulheres; entre os que têm 65 ou mais anos; e finalmente entre os eleitores do PS, CDU, BE e PAN.

A falange de Rio

Também no caso do social-democrata há tendências demográficas e partidárias, ainda que um pouco mais fluidas do que no do socialista. Os seus melhores resultados nos diferentes parâmetros avaliados são quase sempre entre os habitantes do Norte (às vezes do Centro); entre os homens; entre os que têm 50/64 anos (às vezes 35/49 anos); e nos eleitores do PSD, da Iniciativa Liberal e do Chega.

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