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Covid-19 afastou alunos estrangeiros dos politécnicos e universidades

Covid-19 afastou alunos estrangeiros dos politécnicos e universidades

O Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior admitiu, esta sexta-feira, que neste ano letivo há menos estudantes em mobilidade devido ao contexto pandémico, realçando que "o impacto é em toda a Europa, com uma redução considerável, da ordem dos 30%".

A taxa de estudantes internacionais que se matricularam no Instituto Politécnico Bragança (IPB) diminuiu, apesar de o número de colocados ter aumentado. "Presumivelmente por razões que têm a ver com os vistos, não temos notícia que são os alunos que desistem de vir, mas que não estão a conseguir visto. As nossas estruturas consulares estão com dificuldades de funcionamento e isso está atrasado. Estamos com uma baixa e a percentagem de alunos [estrangeiros] que se matricularam é menor do que nos anos anteriores", explicou o presidente do IPB, Orlando Rodrigues, durante uma visita de Manuel Heitor.

O IPB tem 2300 novos alunos matriculados, dos quais cerca de 400 são estrangeiros. "Normalmente temos um terço de alunos internacionais, mas este ano são menos. É genérico, de todos os países. Dos países africanos o problema é o visto, do Brasil não sabemos", acrescentou Orlando Rodrigues, garantindo que as infeções por covid-19 no politécnico "não são significativas" face à comunidade de nove mil alunos, a que acresce a restante população do instituto, numa cidade com pouco mais de 20 mil habitantes.

Atualmente, o IPB só está a dar apoio com refeições a dois alunos que estão em confinamento, disse o diretor, não adiantando o número total de estudantes confinados. De resto, só há conhecimento de um professor, dois funcionários e um investigador também confinados, "seja porque testaram positivo ou estiveram em contacto com positivos"; outros já regressaram ao trabalho.

As aulas presenciais mantêm-se, sendo que o normal funcionamento da atividade letiva é também defendida pelo ministro da tutela. "O objetivo é manter sempre um ensino presencial, mas introduzindo, sempre que possível, inovação pedagógica. Mas temos que perceber os dados, e os inquéritos epidemiológicos são claros em mostrar em que 70% dos contactos são feitos em refeições, eventos, ou familiares ou sociais, e, sobretudo, ao fim de semana. Não são feitos nos locais de trabalho", explicou Manuel Heitor, dando conta de que esta tarde estaria na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, em Vila Real, e de que ontem esteve na Universidade do Minho, em Braga.

"Há uma relativa normalidade. Tenho confirmado que as instituições de Ensino Superior não são centros de contágio, por isso temos que garantir a formação e os processos de ensino que requerem uma componente presencial", acrescentou o ministro Manuel Heitor.

Apesar de já se terem verificado surtos em algumas universidades, o governante "diz que os números são pequenos quando comparados" com outros contextos, sem revelar um número de estudantes infetados por covid-19. "São percentagens muito inferiores ao número de habitantes desses aglomerados onde vivem", vincou.

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