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DGS deixa os mais velhos no fim das prioridades para a vacina da covid-19

DGS deixa os mais velhos no fim das prioridades para a vacina da covid-19

O primeiro esboço do plano de vacinação contra a covid-19 apresentado pela Direção-Geral da Saúde não caiu bem entre os peritos. Os mais velhos, o grupo mais afetado pela mortalidade da pandemia, está no fim da lista de prioridades.

O plano preliminar da DGS para a vacinação, apresentado por Graça Freitas, deixa as pessoas com mais de 65 anos para o fim do grupo de prioridades para a vacinação contra a covid-19. A proposta foi apresentada por Graça Freitas, diretora-geral da Saúde, a um grupo de 22 peritos e causou indignação, relata a edição do jornal "Expresso" desta sexta-feira.

Segundo o plano preliminar, há cinco grupos prioritários para a vacinação contra a covid-19. Primeiro, os profissionais de saúde, depois os funcionários de lares. Em terceiro lugar a população dos 50-59 anos com fatores de risco, como os doentes crónicos, e em quarto lugar os portugueses dos 60 aos 64 anos sem comorbilidades.

No fim da lista de prioridades, escreve o "Expresso", está o grupo de pessoas com mais de 65 anos. Após estes cinco grupos, segue-se o resto da população portuguesa, numa ordem por definir.

Já o jornal "Público", que diz ter tido acesso às conclusões do grupo de trabalho, adianta que as "pessoas entre os 50 e os 75 anos com doenças graves, como insuficiência cardíaca, respiratória e renal, os funcionários e utentes de lares de idosos e os profissionais de saúde envolvidos na prestação direta de cuidados deverão ser os primeiros a ser vacinados contra a covid-19".

Segundo este diário, "seguir-se-ão, numa segunda fase, 45 mil elementos das forças de segurança e da proteção civil e as pessoas entre os 50 e os 75 anos com doenças crónicas, como diabetes, cancro, doença pulmonar obstrutiva crónica, entre outras, e que totalizam perto de três milhões".

Segundo a SIC, as pessoas com mais de 75 anos ficarão de fora do plano da vacinação, para já, uma vez que as farmacêuticas e Agência Europeia do Medicamento não apresentaram provas suficientes sobre a eficácia da vacina neste grupo etário.

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Dos 4209 óbitos associados à covid-19 desde o início da pandemia, 2834 (67%) tinham mais de 80 anos. O escalão etário anterior (70-79 anos) representa 20% do total de vítimas mortais (850 mortes). Somados, os grupos dos mais velhos representam 87% do total de vidas perdidas para a doença causada pelo SARS-CoV-2.

O escalonamento etário feito pela DGS não se encaixa na distribuição agora revelada pelo "Expresso". A faixa etária anterior às duas mais penalizadas, na organização da comunicação diária de resultados, encaixa pessoas com idades entre os 60 e os 65 anos, um grupo com 352 mortes associadas à covid-19 (cerca de 9% do total). Isto é, 96% dos óbitos ocorreram entre pessoas com mais de 60 anos.

No esboço que terá sido apresentado pela DGS, este último grupo é partido a meio, com os maiores de 65 anos a juntarem-se aos conjuntos acima, em termos de idade, para figurar em quinto lugar na lista de prioridades para a vacinação contra a covid-19.

Esatísticamente, os três grupos mais velhos representam 11% do total de infetados desde o início da pandemia. Segundo os dados do boletim da DGS revelado na quinta-feira, dos 280394 infetados, 13990 tinham mais de 80 anos (4% do total). No esalão anterior, dos 70-79 anos, houve, até ao momento, 8940 casos, o que corresponde a 3% do acumulado, enquanto no escalão com 60-70 anos, há 13819 infeções, 4% do total.

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