Covid-19

DGS nega "categoricamente" redução de testes a contactos de alto risco

DGS nega "categoricamente" redução de testes a contactos de alto risco

A Direção-Geral da Saúde (DGS) esclareceu este sábado que Portugal não vai reduzir a realização de testes à covid-19, limitando as análises a casos secundários e situações de surto, como noticiou o semanário Expresso.

Numa nota enviada às redações, a DGS assegurou que não vai reduzir "a realização de testes a contactos de casos confirmados", contrariando, assim, a manchete do semanário Expresso, que dá conta da existência de uma nova norma de testagem que deixa de exigir a realização de análises a contactos de alto risco.

Segundo explicou a Direção-Geral da Saúde, o documento apenas "formaliza procedimentos já realizados". "Não é verdade, portanto, que Portugal vá reduzir o número de testes, como afirma o jornal. Nem é verdade que a norma em causa exclua ou restrinja o universo de pessoas sujeitas à realização de testes", avança o comunicado.

"E muito menos é verdade que estejam a ser violadas quaisquer indicações da OMS. Pelo contrário, as autoridades de saúde portuguesas continuam firmemente empenhadas na aplicação da estratégia de 'testar, testar, testar', o que já conduziu à realização em Portugal de mais de 1,6 milhões de testes laboratoriais para SARS-CoV-2", acrescenta a DGS.

No centro da discórdia está um dos pontos da referida norma, segundo o qual, sublinha o Expresso, "fazer o teste de diagnóstico aos contactos de alto risco [quem esteve muito próximo e por mais de 15 minutos com alguém infetado] fica ao critério das autoridades de saúde", sobretudo em situações de "surtos, aglomerados ou coabitantes".

O problema, segundo o semanário, está no facto de não serem identificadas as pessoas que privaram com o contacto de alto risco e que podem também estar infetadas. "À partida, só serão sujeitas a teste se vierem a ter sintomas, mas, entretanto, perdeu-se a identificação precoce de novas infeções", nota o jornal.

Em resposta, a DGS sublinha que a realização de testes a contactos próximos (também classificados como contactos de alto risco) "é controversa na literatura científica, não havendo consenso entre os vários peritos".

"Na maior parte dos países (nomeadamente Austrália e Reino Unido), a realização de testes a contactos de alto risco assintomáticos não está recomendada, exceto em situações específicas, como situações de surto, dependendo sempre da avaliação das autoridades competentes. A posição do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças é também neste sentido, ao enfatizar que relevante é o isolamento destes contactos", refere a entidade, garantindo que a norma publicada "prevê a realização de teste a contactos de alto risco sempre de acordo com avaliação de risco pelas autoridades de saúde".

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