Pandemia

DGS passa a contar reinfeções e acrescenta mais de 200 mil casos

DGS passa a contar reinfeções e acrescenta mais de 200 mil casos

A Direção-Geral da Saúde (DGS) decidiu passar a contabilizar os dados relativos às reinfeções, pessoas que testaram positivo mais do que uma vez à SARS-CoV-2. Segundo a autoridade de saúde, são 194 244 reinfeções no total. Porém, de quarta para quinta-feira, o relatório de monitorização diária da covid-19 teve mais de 200 mil casos confirmados (243 993). Portugal passa a contar com mais de 4,4 milhões de contágios desde o início da pandemia.

"De acordo com os dados disponíveis, 4,65% das notificações entre 1 de junho de 2020 e 10 de maio de 2022 são relativas a casos de reinfeção, valores semelhantes aos registados a nível internacional", aponta a DGS, num comunicado enviado esta quinta-feira à noite às redações. Na quarta-feira, eram 4 178 540 casos confirmados desde o início da pandemia, esta quinta-feira o número subiu para 4 422 533.

Os casos de reinfeção são mais frequentes com a variante ómicron, avança a autoridade de saúde. "A emergência da variante de preocupação Ómicron(B.1.1.529) veio alterar a probabilidade de reinfeção, sendo cinco vezes mais provável a reinfeção do que com a variante de preocupação Delta (B.1.617.2)", escreve a DGS no relatório técnico agora divulgado.

No total, a proporção da prevalência de casos de reinfeção é de 6,10%, que supera a identificada com as variantes delta e alfa (de 2%) e a variante original, a detetada em Wuhan, na China (cerca de 0,35%). Para a DGS, a inclusão dos dados de reinfeções, que começou a ser feita esta quinta-feira com efeitos retroativos ao início da pandemia em Portugal, "deverá ser enquadrada nos estudos de efetividade vacinal".

São considerados casos de reinfeção quando "existe um teste positivo após 90 dias do último episódio de infeção". "A alteração agora comunicada traduz uma evolução na metodologia de reporte de dados utilizada até aqui, na qual só eram consideradas as primeiras infeções de cada indivíduo", explica a DGS em comunicado. O mesmo já é feito por outros países e "tem em conta a fase atual da pandemia", lê-se no comunicado.

As pessoas que recuperaram da covid-19 e que cumpriram os critérios de isolamento podem ser testadas à SARS-CoV-2, caso desenvolvam sintomas, atenta a autoridade de saúde.

Graça Freitas, diretora-geral da Saúde, disse esta quinta-feira que não está prevista a administração da segunda dose de reforço (quarta dose da vacina contra a covid-19 para a maioria) a toda a população. Esta fase de imunização está restrita à população mais vulnerável e aos idosos com mais de 80 anos, referiu em entrevista à TVI. "20% dos lares [com utentes] elegíveis já foram vacinados", acrescentou.

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Questionada sobre as declarações de Gouveia e Melo, chefe de Estado-Maior da Armada e antigo coordenador da task force para vacinação, que disse que os militares estariam prontos para ajudar na nova fase de vacinação, Graça Freitas respondeu que "sempre contaram com o apoio" das Forças Armadas, havendo atualmente cinco militares destacados para o processo.

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