Covid-19

DGS recomenda uso de máscara nos recreios das escolas

DGS recomenda uso de máscara nos recreios das escolas

Com o fim previsto da obrigatoriedade do uso de máscara no exterior, que deverá acontecer a partir da próxima segunda-feira caso o Parlamento não renove a atual lei - o que não deverá acontecer, tendo em conta as posições favoráveis dos partidos - a Direção-Geral de Saúde (DGS) recomendará o seu uso no exterior em situações de maior concentração populacional em contextos especiais. Como sejam, explicou esta manhã na Assembleia da República Graça Freitas, "os recreios das escolas, os grandes eventos, situações de mobilidade em que há aglomerados". Uma "exceção", vincou, "porque permite contacto direto e próximo entre pessoas", logo, a transmissão do SARS-CoV-2.

"Vamos adaptar a orientação da DGS e lançar várias campanhas, com os motivos e objetivos. E identificar exceções: teremos que as contemplar perante os aglomerados", explicou a diretora-geral da Saúde, em linha com o defendido por vários peritos. De olhos postos em cada um: "A ética dos cuidados individuais e a mobilização social e pessoal", vincou Graça Freitas.

Os peritos da DGS foram esta manhã ouvidos no Parlamento sobre o uso de máscaras, elencando vários indicadores que permitem um alívio da medida no exterior. Concretamente, tanto a taxa de vacinação como a efetividade vacinal, esta última na casa dos 95%, segundo revelou Pinto Leite, chefe de divisão de Epidemiologia e Estatística daquela direção.

Destacando ainda a "tendência decrescente da incidência em todas as regiões e grupos etários, em particular nos mais novos - 10-39 anos". Com impactos diretos na letalidade: "Uma redução de cinco vezes, sobretudo no grupo acima dos 60 anos, com 16 óbitos por um milhão de habitantes, abaixo dos 20 referenciados pelo Centro Europeu para Prevenção e Controlo das Doenças". Quanto à variante de preocupação Mu, foram identificados no nosso país, explicou, "24 casos, o último a 31 de julho".

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