Covid-19

DGS revê norma para realização de testes de rastreio na comunidade

DGS revê norma para realização de testes de rastreio na comunidade

Face à diminuição do número de casos de covid-19 no país, a Direção-Geral da Saúde está a preparar uma nova atualização da norma que estabelece os critérios para realizar testes de rastreio nos municípios.

Apesar de ter emitido a 11 de fevereiro uma atualização à norma que estabelece a "Estratégia Nacional de Testes para SARS-CoV-2", a Direção-Geral da Saúde (DGS) está a rever estas orientações, devido à descida do número de infeções por covid-19 no país.

Em resposta ao JN, a DGS explicou que "em função da evolução da situação epidemiológica, vão ser consideradas incidências inferiores às que atualmente estão previstas na norma e que respondem melhor às necessidades de testagem para a fase atual e próximas fases da epidemia".

Recorde-se que a norma em vigor prevê a realização de rastreios laboratoriais regulares nas escolas com estudantes do ensino secundário, nos estabelecimentos prisionais e em contextos ocupacionais de elevada exposição social, como fábricas e construção civil. Mas só nos concelhos com incidência cumulativa a 14 dias superior a 480 novos casos por 100 mil habitantes. Os dados revelados pela DGS no início da semana davam conta da existência de 113 municípios nesta situação.

"A nova versão, em preparação, consolidará os eixos estratégicos definidos, tendo sempre em vista o seu alinhamento com as necessidades a nível nacional", de acordo com as recomendações do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) e da Organização Mundial de Saúde (OMS), acrescentou esta entidade.

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Testes à saliva

A DGS sublinhou ainda que "os testes em larga escala, integrados com as outras medidas de Saúde Pública, são um dos elementos chave para limitar a propagação da covid-19". Nesta nova versão deverá ser incluída a utilização dos testes à saliva, analisados em laboratório por PCR (Polymerase Chain Reaction), conforme tem vindo a ser anunciado pela ministra da Saúde, Marta Temido.

Estes juntam-se aos testes padrão por PCR, com análise de amostras recolhidas no nariz ou boca (nasofaringe e orofaringe) através de zaragatoa e aos testes rápidos de antigénio com material biológico obtido da mesma forma.

Também esta semana, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, explicou que estavam a ser definidos critérios para os rastreios como, por exemplo, a realização de testes nas escolas a cada sete dias, ou de 14 em 14 dias, consoante a situação epidemiológica da região do país onde estas se localizarem.

Segundo a DGS, a realização dos rastreios tem como objetivos a redução e controlo da transmissão do SARS-CoV-2, através da aplicação de testes em doentes com suspeita de infeção, e nos contactos de alto e baixo risco de um caso confirmado; do controlo da transmissão comunitária através da aplicação de rastreios comunitários ou ocupacionais regulares; e da prevenção e mitigação do impacto nos serviços de saúde e nas populações vulneráveis também através da realização de rastreios.

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