Tancos

Diretores da PJ e PJ Militar negam clima de guerra entre as duas polícias

Diretores da PJ e PJ Militar negam clima de guerra entre as duas polícias

Paulo Isabel, líder da PJ Militar em regime de substituição, esteve esta sexta-feira na cerimónia de comemoração do 73.º aniversário da Polícia Judiciária, dirigida por Luís Neves.

"Aquilo que senti quando cheguei [à PJ Militar], e sinto diariamente nos contactos que já tenho estabelecido com a Polícia Judiciária [civil], é que não existe esse sentimento de guerra", afirmou aos jornalistas, à margem da cerimónia, Paulo Isabel. Em causa está a investigação em torno da recuperação, em outubro de 2017, do armamento desaparecido dos paióis de Tancos meses antes e que culminou com a detenção pela PJ, em setembro deste ano, de cinco elementos da PJ Militar (PJM), entre os quais o, à data, seu diretor.

"Serão situações com certeza conjunturais, que nada têm que ver com o bom relacionamento que as duas instituições sempre têm tido e irão manter durante os próximos tempos", acrescentou, ressalvando que não sabe "o que se terá passado" relativamente a Tancos. Uma posição que é secundada pelo diretor da PJ civil.

"Não há, nem nunca houve, qualquer picardia [entre as duas polícias]. [...] Não é um único facto que pode beliscar as relações interinstitucionais e, neste caso, como em qualquer outro, nós estamos de braços abertos para termos uma relação leal e franca com todas as instituições. Neste caso, com a PJM, que conta connosco de uma forma ímpar da mesma forma que nós contaremos com eles", defendeu Luís Neves.

Já Paulo Isabel garantiu, por sua vez, que a entidade que dirige "tudo" fará "para que o relacionamento institucional com todos os órgãos de polícia criminal se mantenha" no patamar atual e "melhore onde houver condições para melhorar", de modo a que situações com a de Tancos "ou outras similares" não voltem a acontecer.

Questionado sobre uma eventual descredibilização da PJM na sequência dos acontecimentos de Tancos, Paulo Isabel disse que quem conhece o seu trabalho "dá-lhe valor".

"Não acredito que esteja descredibilizada porque quem sabe o que PJM faz tem noção do seu trabalho e dá-lhe o valor", disse Paulo Manuel Isabel, referindo que não existe um sentimento de guerra entre a PJM e a Polícia Judiciária ou outros órgãos de policial criminal.

Outras Notícias