Escolas

Diretores vão continuar a "sugerir" uso de máscaras nos recreios

Diretores vão continuar a "sugerir" uso de máscaras nos recreios

O presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), Manuel Pereira, admite que os diretores irão "continuar a sugerir" o uso das máscaras nos recreios das escolas, apesar de deixar de ser uma regra obrigatória a partir de 1 de outubro. Já o vice-presidente da associação nacional de diretores (ANDAEP), David Sousa, está especialmente preocupado que o risco de transmissão aumente nas escolas que têm alunos do 5.º ao 12.º, ou seja, com menos de 12 anos e não vacinados.

Os recreios são espaços privilegiados de brincadeira e convívio e David Sousa defende que até preferiria medidas diferenciadas consoante o contexto de cada estabelecimento: "em escolas que têm só a partir do 7.º ano, com uma elevada percentagem de alunos já vacinados admito que não é tão preocupante como nos agrupamentos que reúnem do 5.º ao 12.º, até porque os casos de infeção que têm surgido são especialmente em escolas do 1.º ciclo e do Pré-Escolar onde os alunos não foram vacinados e a máscara não é obrigatória". "Diz-me a prudência que se calhar se podia esperar até ao Natal", assume ao JN o vice-presidente da ANDAEP quanto ao aliviar de uma medida até agora foi imposta como crucial no combate para travar a pandemia.

As máscaras, recorde-se, vão continuar a ser obrigatórias nas salas de aula e dentro dos estabelecimentos a partir do 5.º ano.

"Quero acreditar que a decisão vem das autoridades de Saúde", começa por frisar Manuel Pereira, sublinhando que "confia e não questiona" as medidas definidas pela Direção Geral de Saúde. No entanto, por "uma questão da mensagem que deve ser passada à comunidade, deve continuar a sugerir o uso de máscaras no recreio. As escolas são espaços para educar e é difícil impor uma regra numa semana e levantar na outra".

No final da reunião do Conselho de Ministros, esta quinta-feira, o primeiro-ministro também anunciou a atualização das normas de isolamento pela DGS. Há turmas que continuam a ser enviadas para casa após o diagnóstico de um caso positivo. David Sousa considera "razoável" ser feita uma adequação das regras em vigor desde o ano passado face à percentagem de vacinação. "Penso que o que terá de ser redefinido é a caracterização do que é um contacto de alto e baixo risco".

"O que queremos é os alunos nas escolas mas em segurança", afirma.

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Já Manuel Pereira remete as decisões técnicas para as autoridades de Saúde.

A Confederação Nacional de Pais reagiu com "satisfação" à medida anunciada por António Cota mas alerta que é necessário aliviar a redução do "risco de transmissão nas escolas" antes de se aliviar dentro das salas de aula.

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