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Diretores vão pedir reforço de orçamento para comprar máscaras para as escolas

Diretores vão pedir reforço de orçamento para comprar máscaras para as escolas

Se os alunos do 11.º e 12.º regressarem às aulas presenciais até 26 de junho, tanto eles como professores e funcionários terão de usar obrigatoriamente máscara.

A Associação Nacional dos Diretores e Agrupamentos de Escolas Públicas (ANDAEP) vai pedir, na próxima semana, ao Ministério da Educação (ME) o reforço dos orçamentos dos estabelecimentos, que estão a funcionar em duodécimos, para conseguirem comprar máscaras.

"Pediremos, em breve, ao ministério que reforce os exíguos orçamentos das escolas de verba suficiente para fazer face à aquisição de material de higienização e de máscaras", revelou ao JN o presidente da ANDAEP.

Filinto Lima também defende que a tutela deve, "o quanto antes", enviar às escolas orientações sobre a reorganização necessária para se preparar uma eventual reabertura. Por exemplo, "quantos alunos poderão estar em cada sala de aula; e quantos na cantina, no bar ou nas bibliotecas ao mesmo tempo". Orientações fundamentais que, em sua opinião, devem ser feitas pela Direção-Geral da Saúde e ME, de forma uniformizada para todos os agrupamentos.

O número de alunos permitido por sala, sublinha, será determinante para se perceber a necessidade de professores. Os docentes que pertençam a grupo de risco, por terem 60 ou mais anos ou sofrerem de alguma patologia, não voltarão às aulas presenciais. Quinta-feira, o primeiro-ministro garantiu que o distanciamento terá de ser respeitado num eventual regresso. ANDAEP e Fenprof consideram inevitável um reforço da contratação, Costa frisou que mais docentes "só se se justificarem".

MENOS DESPESAS

A esmagadora maioria dos computadores das escolas estão "obsoletos". Na Dr. Costa Matos (Gaia), que Filinto Lima dirige, por exemplo, "nenhum tem câmaras", essencial no ensino à distância. No ofício ao ME, a ANDAEP também irá pedir para que o dinheiro que não está a ser gasto em algumas rubricas, como água ou eletricidade, possa ser aplicado em novos computadores. "Se a resposta fosse rápida, talvez ainda desse para emprestar a alunos."

As escolas estão ainda preocupadas como irão cumprir os contratos com fotocopiadoras que são assegurados com as receitas próprias que agora não têm. Sendo que há alunos, sem acesso online, para quem é essencial imprimir material, sublinha Filinto Lima.

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