Concertação Social

Discussão sobre salário mínimo começa hoje. UGT quer mais 60 euros

Discussão sobre salário mínimo começa hoje. UGT quer mais 60 euros

O Governo e os parceiros sociais reúnem-se esta quarta-feira na Concertação Social, pela primeira vez depois das eleições, para discutirem o aumento do salário mínimo nacional para o próximo ano.

A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, deverá apresentar uma proposta de atualização da remuneração mínima para 2020 às estruturas sindicais e patronais, tendo o Governo definido como meta atingir os 750 euros em 2023.

O salário mínimo foi fixado este ano em 600 euros, um valor acordado entre o executivo anterior e a maioria dos parceiros em Concertação Social, com exceção da CGTP. Nos últimos quatro anos, o salário mínimo aumentou de 505 euros para 530 euros em 2016, depois para 557 euros a partir de 2017 e para 580 euros em 2018, chegando aos 600 euros em janeiro do corrente ano. A valorização real (descontando a inflação) foi de 14% e a nominal de quase 19% nesse período.

A UGT e a CGTP já manifestaram disponibilidade para negociar, mas as centrais sindicais querem ir mais longe. Enquanto a UGT reivindica um aumento de 60 euros em 2020 e uma meta de 800 euros para 2023, a CGTP considera que o objetivo do Governo é um "bom ponto de partida", mas exige 850 euros a curto prazo.

Do lado das confederações patronais, o presidente da CIP - Confederação Empresarial de Portugal, António Saraiva, numa entrevista ao "Negócios" e à "Antena 1", considerou a meta do Governo "perfeitamente razoável", admitindo ir mais longe "se a economia o permitir". Defendeu que o Governo também deverá promover, por outro lado, uma redução das tributações autónomas e o reforço de verbas para a formação.

O número de trabalhadores a receber o salário mínimo nacional era de 755,9 mil em abril, de acordo com dados do anterior Governo.