Conselhos úteis

Distanciamento físico sem distanciamento social

Distanciamento físico sem distanciamento social

O distanciamento social tem sido, a par da etiqueta respiratória, lavagem de mãos e mais recentemente das máscaras, a receita para o controlo da pandemia de Covid-19. Essa receita mostrou-se eficaz. Mas, na realidade, não se pretende distanciamento social, mas sim distanciamento físico.

A Organização Mundial da Saúde já veio substituir o termo distanciamento social por distanciamento físico. Não se pretende que as pessoas se desliguem socialmente dos seus amigos e familiares. O que se pretende é que mantenham a distância, medida em metros (2 metros de distância). Com esta medida protegem o seu bem-estar físico e evitam a transmissão da doença aos seus contactos (mesmo quando não têm sintomas).

São várias as medidas que nos permitem manter a distancia física - ficar em casa com mais frequência, trabalhar a partir de casa em regime de teletrabalho, limitar o número de visitas em casa, evitar reuniões em presença física, evitar transportes públicos (favorecer a caminhada, andar de bicicleta), manter a distância em espaços públicos. Sair, apenas se precisar e para trabalhar ou adquirir bens essenciais (em vez de ir às compras todos os dias, tentar ir uma vez por semana). Os restaurantes e os espaços de lazer terão de se reinventar de forma a garantir o espaço de segurança... Manter a distância (física) vai ser a nova normalidade.

O termo distanciamento social pode sugerir que as pessoas deveriam parar de falar, comunicar... quando não é isso que se pretende. Pelo contrário. Devem manter o máximo de comunicação e interação, fundamental para o bem-estar emocional e mental. Não se pretende que as pessoas cortem relações sociais com os seus amigos ou familiares. Temos a sorte de viver numa época em que é muito fácil o contacto com amigos e família à distância. É possível falar com os amigos, partilhar um filme (mesmo à distância física) e discuti-lo no fim, cozinhar ou partilhar uma refeição virtual (via WhatsApp, Skype, FaceTime ou qualquer outra plataforma). Claro que tudo isto é mais fácil para as gerações mais novas. Os adultos mais velhos não estão tão apetrechados para a utilização das novas tecnologias. Há que os ensinar. Se não se conseguir, ainda há o telefone para manter o contacto.

Mantenha a proximidade social, cumprindo a distância física. Ninguém disse que era fácil, mas temos de fazer um esforço para nos protegermos a nós e aos outros.

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