Trabalho

Empregadas domésticas perdem salários e 40% dos clientes devido à pandemia

Empregadas domésticas perdem salários e 40% dos clientes devido à pandemia

Quebras mensais chegam aos 240 euros numa altura em que as pessoas perdem rendimentos e se sentem inseguras por ter terceiros dentro de casa.

Passado um ano da pandemia, as empregadas domésticas garantem estar a sentir um grande impacto na sua dinâmica de trabalho. Muitas profissionais vivem atualmente com 250 euros por mês devido à redução de horas e lidam com um baixo número de clientes, que caíram 40% no geral, revela um inquérito da plataforma Fixando.

Alice Nunes, diretora de Novos Negócios da Fixando, explica o porquê desta mudança brusca no setor: "O facto das pessoas também estarem mais tempo em casa, fez com que passassem a fazer as limpezas sozinhas. Este fator, quando conjugado com os impedimentos de deslocação provocados pelas medidas restritivas, resultam num cenário catastrófico para estes profissionais"

Outro motivo que também contribui para este cenário é a insegurança dos clientes. O inquérito feito pela plataforma revelou que esse sentimento contribuiu para uma quebra 240 euros mensais para cada profissional, o que representa quase 50% dos rendimentos mensais.

A insegurança, contudo, não é apenas daqueles que contratam, pois os profissionais também expressaram o seu medo. 39% dos empregados inquiridos sentem-se desconfortáveis em realizar limpezas em casas devido ao risco de contágio e apenas continuam pela dificuldade financeira que a pandemia traz.

Segundo a plataforma, 62% das profissionais de limpeza vivem hoje com o ordenado de 250 euros mensais, uma quebra acentuada comparada aos valores atingidos antes da pandemia.

Apenas 36% ainda optam por estes serviços e contratam as empregadas numa regularidade de 1 a 3 dias da semana. O gasto desses clientes ronda os 270 euros por mês.

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"Na Fixando, conseguimos concluir que há de facto uma quebra acentuada na procura por estes serviços, sendo que, após abril de 2020, foi possível uma ligeira recuperação que durou até setembro, onde os valores da procura voltaram a cair. Com uma recuperação mínima em janeiro de 2021, o setor volta a sofrer o impacto do confinamento no mês de fevereiro, conseguindo recuperar em março, ainda que para valores muito afastados da realidade pré-pandemia" clarifica Alice Nunes.

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