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Óbito

Encontrada morta enfermeira desaparecida em Lisboa

Encontrada morta enfermeira desaparecida em Lisboa

A enfermeira do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, que estava desaparecida desde segunda-feira, foi encontrada sem vida "num espaço perto de casa", em Telheiras, esta sexta-feira à tarde, confirmou ao JN Graça Lopes, amiga da profissional de saúde. Não há suspeitas de homicídio e o caso foi entregue à PSP.

A enfermeira Célia Paulo trabalhava no Hospital de Santa Maria e despediu-se dos filhos quando saiu de casa para ir trabalhar, no dia 18 de janeiro, mas não compareceu no local de trabalho. Os três filhos adolescentes, família e amigos pediram ajuda nas redes sociais nos últimos dias, mas em vão. A enfermeira acabou por ser encontrada, já sem vida.

A Bastonária da Ordem dos Enfermeiros, Ana Rita Cavaco, lamentou a morte da profissional de saúde e confirmou que esta já apresentava sinais de cansaço extremo há alguns meses, tal como a família já tinha dito ao JN. "Tinha infelizmente, como muitos outros enfermeiros, horas de trabalho a mais. Tinha problemas associados à exaustão, stress e trabalho e deveria ter sido mais ajudada por todos nós", reconheceu.

Ana Rita Cavaco adianta ainda que a enfermeira teria "relações disruptivas com a chefe de serviço e outros colegas" e que tem conhecimento de "situações de assédio moral", mas segundo o que o JN apurou junto de fonte hospitalar a profissional de saúde estaria "muito bem integrada e acompanhada, com um horário mais reduzido por causa dos sinais de cansaço".

A bastonária diz ainda que desde o início da pandemia foi criada uma linha de apoio com especialistas de saúde mental. "Percebemos que estão em stress extremo e muito cansados, e por vezes só querem desabar. Muitas vezes as chefias não olham para as pessoas como pessoas, não somos máquinas", criticou.

O Hospital Santa Maria "lamenta profundamente a morte da profissional de saúde que muito nos chocou" e garante que "prestou toda a colaboração possível às autoridades" durante esta semana. Recusa-se, porém, a comentar as declarações da Bastonária da Ordem dos Enfermeiros.

O Ministério Público já abriu um inquérito para apurar o que aconteceu, confirmou ao JN.

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