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Covid-19

Enfermeira infetada obrigada a trabalhar 10 dias em lar de Ourém

Enfermeira infetada obrigada a trabalhar 10 dias em lar de Ourém

Uma enfermeira infetada com covid-19 diz ter sido obrigada a trabalhar 10 dias seguidos num lar de idosos, em Ourém, e só este sábado regressou a casa, depois de ter lançado um pedido de ajuda nas redes sociais.

O pedido de ajuda no Facebook gerou centenas de comentários de indignação, entre eles o da bastonária da Ordem dos Enfermeiros, Ana Rita Cavaco.

Susana Poeta acusou positivo no dia 4 de novembro e afirma ter sido impedida de sair da instituição até à realização de novo teste, com resultado negativo. Na sexta-feira voltou a ser testada, mas com receio de ter de ficar no lar mais 10 dias, denunciou o seu caso numa página do Facebook dedicada ao debate entre enfermeiros.

"Neste momento estou exausta, sou a única enfermeira, trabalhei todos os dias porque tinha que dar temperaturas e sintomas dos utentes, vigiar dia e noite, há 10 dias que mal durmo. Serei obrigada a permanecer mais 10 dias na instituição? Estou a cuidar de pessoas, quem cuida de mim?", escreveu a enfermeira.

Os comentários não se fizeram esperar. "Estás positiva, vais imediatamente para casa até estares bem. Palavra de honra", reagiu a bastonária da Ordem dos Enfermeiros, Ana Rita Cavaco, que, segundo apurou o JN, já pediu a Susana Poeta que faça uma exposição do caso, para avaliação e possível procedimento judicial.

Enquanto cresciam as mensagens de apoio à enfermeira, a bastonária partilhou o caso na sua página do Facebook, com uma tomada de posição: "Só um pequeno aviso à delegada de saúde desta zona e ao lar residência Sénior Geração de Elite em Ourém. Ou deixam sair de imediato esta enfermeira, cumprindo a norma da DGS que é muito clara, positivos não trabalham, ou terão uma queixa-crime por sequestro". Ao final da tarde, Susana Poeta informou que já estava em casa. O JN tentou obter um comentário do lar, mas sem sucesso

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