Covid-19

Enfermeiros contra estagiários em inquéritos: há 400 desempregados

Enfermeiros contra estagiários em inquéritos: há 400 desempregados

A Ordem dos Enfermeiros (OE) acusa as autoridades de saúde de recorrer a alunos de Enfermagem para a realização de inquéritos epidemiológicos nas unidades de saúde pública, em vez de apostar nas centenas de profissionais que estão desempregados.

A crítica consta num comunicado enviado à Direção-Geral da Saúde (DGS) e ao Ministério da Saúde pela Ordem dos Enfermeiros (OE), onde a instituição liderada por Ana Rita Cavaco "manifesta a sua frontal oposição à anunciada colocação de alunos do curso de licenciatura em Enfermagem nas Unidades de Saúde Pública a realizar inquéritos epidemiológicos".

No documento, tornado público esta segunda-feira, a OE defende que"tal medida não se justifica nesta fase, quando ainda há centenas de enfermeiros desempregados", a quem até têm sido oferecidos contratos que não chegam sequer aos seis meses.

De acordo com um levantamento da OE, que ainda decorre, "há, pelo menos, 412 Enfermeiros desempregados com disponibilidade imediata, dos quais 300 nunca foram contactados e cerca de 100 recusaram as atuais condições contratuais oferecidas pelas instituições, nomeadamente os contratos de apenas quatro meses".

Após na última sexta-feira, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, ter avançado que as equipas de saúde pública irão contar com alunos de enfermagem, a OE vem apontar que a "resposta à pandemia, nesta fase, não justifica que alunos pratiquem atos próprios de uma profissão regulamentada, praticando atos próprios de uma habilitação que ainda não detêm, e muito menos se admite que procurem soluções que permitam o exercício profissional em regime de voluntariado".

Como alternativa, a Ordem refere a opção deve passar por ter "especialistas em Enfermagem Comunitária, a quem compete a monitorização e rastreio epidemiológico".

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A OE vai ainda mais longe e lembra que a situação epidemiológica obriga o Governo a ter uma estratégia para a enfermagem, onde se inclui "a fixação" dos atuais profissionais do Serviço Nacional de Saúde, mas também "o regresso dos milhares de profissionais que se encontram emigrados.

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