Educação

Ensino Superior pede parecer sobre acesso

Ensino Superior pede parecer sobre acesso

A tutela quer avaliar dúvidas colocadas por alunos em petições que já recolheram mais de cinco mil assinaturas.

O Ministério da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior (MCTES) pediu à Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES) um parecer sobre a alteração à fórmula de cálculo da média do Secundário e de acesso às universidades e politécnicos para, "se necessário, serem feitos ajustamentos aos regulamentos".

Este ano, devido às medidas de contenção da pandemia, os alunos só farão os exames que servirem de específica de ingresso no Superior. Ou seja, deixam de fazer prova para concluir o Secundário (a exceção é se tiverem chumbado a uma disciplina, podem fazer prova de equivalência à frequência) e os exames deixam de contar 30% na classificação final das disciplinas para cálculo da média. Assim, só podem ser feitas melhorias às provas que servem de acesso.

Os alunos que pretendiam fazer melhorias à média sentem-se "injustiçados" e lançaram petições. Uma delas reuniu desde domingo à noite quase seis mil assinaturas e vai ser enviada para o Parlamento.

"O objetivo é sermos ouvidos e gerarmos debate", explica José Cunha, promotor da petição "Contra a eliminação da melhoria da classificação final da disciplina por Exame".

38 mil melhorias em 2019

José Cunha, de 18 anos, concluiu o 12.º em 2019 e entrou em Ciências Farmacêuticas na Universidade de Coimbra. O seu "sonho" é entrar em Medicina. No ano passado, ficou de fora por uma décima (concorreu com 17,8) e durante o ano, além de algumas cadeiras, preparou-se para os exames nacionais para melhorar a média interna e de candidatura. Sente-se "injustiçado" porque os alunos externos vão concorrer "com regras diferentes dos internos", uma vez que os exames contaram para a média do Secundário no ano passado e este ano não.

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A associação Inspiring Future vai lançar uma sondagem online para tentar perceber quantos alunos deixarão de fazer exame. As mudanças foram aprovadas para reduzir o número de estudantes e garantir segurança de distanciamento na realização das provas. No ano passado, de acordo com o relatório do Júri Nacional de Exames, das 100 mil provas feitas por alunos autopropostos, quase 38 mil tratavam-se de melhorias às provas de ingresso e também às notas internas para apuramento da média final do Secundário.

Escolas vão ter de criar calendário de contactos

As equipas multidisciplinares de apoio à educação inclusiva de cada agrupamento vão ter de criar um "calendário de contactos", por telefone ou Internet, para manterem de forma regular a comunicação com pais e alunos com necessidades educativas. O Ministério da Educação enviou ontem aos estabelecimentos orientações. As medidas (seletivas e adicionais) aplicadas aos alunos com maiores fragilidades, por exemplo, com multideficiências, têm de continuar a ser aplicadas à distância. E os alunos chamados a participar em aulas online.

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