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Escolas têm aval para contratar três mil auxiliares

Escolas têm aval para contratar três mil auxiliares

Escolas e autarquias - que tutelam os não docentes por via da descentralização de competências - recebem esta quarta-feira luz verde para lançar os concursos para a vinculação de três mil assistentes operacionais, apurou o JN.

O reforço resulta da revisão da portaria de rácios, publicada em outubro, e que os diretores reclamavam como ainda mais urgente em ano de pandemia. Uma "boa notícia", classificam os diretores, ofuscada pelo facto de a chegada desses funcionários, devido à morosidade do processo, poder já não ser "este período", receia o presidente da Associação de Diretores (ANDAEP).

"Não sei se estarão nas escolas ainda este período, depende do número de pessoas que concorrerem para o lugar. O processo é muito moroso e as escolas não têm departamentos de recursos humanos. Seguramente mais de um mês, sendo muito otimista. Serão de certeza várias semanas", assegura Filinto Lima.

Estes concursos serão para lugares de quadro, pelo que implicam a realização, por exemplo, de entrevistas e de provas pelos candidatos. No verão, vincularam nos quadros outros 500 assistentes operacionais e, em outubro, foram contratados 1500, para este ano letivo. Faltam ainda mais dois mil, previstos no Orçamento do Estado para 2021, na sequência da aprovação de proposta do PCP durante as negociações na especialidade.

"Também é preciso perceber se os três mil irão ser mesmo um reforço ou se muitos, por já se encontrarem a contrato, irão regularizar o vínculo contratual", sublinha Filinto Lima.

Foco nas câmaras

O presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), Manuel Pereira, também assegura que os concursos, ainda para mais sendo para lugares de quadro, demoram semanas. "Nem num mês" devem estar concluídos, receia, alertando receber queixas por muitas autarquias, por vezes, nem ouvirem as escolas durante o processo e acabarem por escolher candidatos "sem perfil adequado" para as funções.

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A portaria, garantem, não responde a todas as necessidades. "Enquanto não houver um mínimo [dois funcionários] por escola, os estabelecimentos isolados não contam e o rácio não funciona", defende.

Partidos debatem esta quarta-feira apoios aos deslocados

São debatidos esta quarta-feira, no Parlamento, os projetos de lei de BE, PAN, PCP e PEV que propõem a criação de apoios para professores colocados a mais de 50 quilómetros de casa. Os partidos pretendem reembolsar os docentes das despesas com a habitação e transportes, para tentarem reduzir o número de horários recusados, especialmente em Lisboa, Setúbal e Faro, onde são mais difíceis as substituições.

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