Presidente da República

Estado de Emergência termina dia 2. Não é "a normalidade definitiva"

Estado de Emergência termina dia 2. Não é "a normalidade definitiva"

Marcelo Rebelo de Sousa disse, esta terça-feira, que o país vai entrar numa terceira fase do combate à pandemia de Covid-19, em que o "fechamento" deixa de ser foco. No entanto, a retoma da atividade "em pequenos passos" terá de ser acompanhada pelo controlo da situação, com avaliação permanente dos dados.

No final da reunião com especialistas no Infarmed, o presidente da República resumiu a situação que o país vive neste momento e abriu caminho para o desconfinamento gradual, a ser anunciado pelo Governo mais tarde. Certo é que o Estado de Emergência termina "dia dois à meia-noite". Desengane-se, no entanto, que o país vai retomar a normalidade, alertou Marcelo Rebelo de Sousa.

"Já não é ideia do fechamento drástico e radical, mas de outros instrumentos. Espera-se não ser necessário recorrer ao no futuro novamente ao estado de emergência. Interessa este equilíbrio em que é preciso saber que a contenção é importante, mas os pequenos passos de abertura e avaliação também. Não é a normalidade definitiva".

"As duas coisa são inseperavávei: retoma e controlo da situação", sentenciou.

"O Estado de Emergência desempenhou um papel jurídico, político e psicológico, que correspondia à preocupação de fechar", sublinhou, garantindo no entanto que nesta terceira fase não será necessário renová-lo.

Sobre o confinamento na primeira fase de combate à Covid-19, Marcelo elogiou a adesão da população e afirmou que teve efeito no controlo da pandemia, "baixando os números que tinha de baixar: internados, internados em unidade de cuidados intensivos e óbitos", segundo os dados que recebeu na reunião desta manhã, em que também participou o primeiro-ministro, a diretora-geral de Saúde e os líderes dos vários partidos com assento parlamentar.

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Sobre aumentos pontuais na taxa de transmissibilidade do vírus, como aconteceu na região de Lisboa e Vale do Tejo, Marcelo Rebelo de Sousa atribuiu a situações pontuais. Neste caso, o hotel com dezenas de infetados em Lisboa terá feito este valor aumentar.

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