DGS

Excesso de mortalidade de 1063 óbitos em período de calor extremo

Excesso de mortalidade de 1063 óbitos em período de calor extremo

A diretora-geral da Saúde disse esta terça-feira, numa audição da comissão de Saúde do Parlamento, que o excesso de mortalidade vai continuar a aumentar com a continuação de tempo quente. Entre 7 e 18 de julho, houve mais 1063 óbitos, de acordo com dados provisórios da Direção-Geral da Saúde (DGS), embora não seja estabelecida uma causa direta.

Em resposta aos deputados, por requerimento do PSD sobre a mortalidade por todas as causas, Graça Freitas defendeu que a análise à mortalidade tem de ser "cuidadosa", mas reconheceu que o país está num "período de excesso nítido" de óbitos. "[As mortes] vão aumentar, porque vamos ter mais tempo quente e cumulativamente", afirmou.

PUB

"Entre os dias 7 e 18 de julho de 2022, inclusive, observou-se excesso de mortalidade em Portugal (continente e ilhas), correspondendo a um total de 1063 óbitos. Estes valores são provisórios e vão sendo atualizados", lê-se no comunicado divulgado pela DGS, durante a audição na comissão de Saúde.

No entanto, o calor não é maioritariamente a causa direta das mortes, explicou a diretora-geral da Saúde. "O calor impacta na mortalidade de outra forma, descompensa equilíbrios ténues", clarificou.

Antes, sobre o mesmo tema, também o presidente do Instituto Nacional de Estatística (INE) explicou que os valores de maio mostram que Portugal (mais 19%) e Grécia (mais 16%) são os países da União Europeia com mais excesso de mortalidade, em comparação com a média entre 2016 e 2019.

"Nota-se que há uma grande quebra nos atos assistenciais nos hospitais. Temos de andar até aos anos 90 para ter níveis tão baixos, sobretudo nos internamentos e nas urgências", acrescentou Francisco Gonçalves de Lima aos deputados.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG