Saúde

Falta de enfermeiros fecha unidade de cuidados continuados em Sintra

Falta de enfermeiros fecha unidade de cuidados continuados em Sintra

A Unidade de Longa Duração e Manutenção da CERCITOP Casal da Mata, em Sintra, fechou portas esta semana por falta de enfermeiros e foi obrigada a transferir 25 doentes para várias unidades de Lisboa, Região Centro e Algarve. O Ministério da Saúde confirma a dificuldade em recrutar enfermeiros.

José Bourdain, presidente do Conselho de Administração da CERCITOP e da Associação Nacional de Cuidados Continuados, lembra que andam há três meses a denunciar o problema da falta de enfermeiros e da dificuldade em recrutar, "o que se agravou agora em cenário de pandemia".

As dificuldades na CERCITOP já se vinham a sentir há vários meses. Com apenas quatro enfermeiros no quadro e outros a serem contratados para assegurar o serviço, esta semana viu-se confrontada com a rescisão de contrato por parte dos quatro profissionais de enfermagem.

"Procuramos encontrar soluções e contratar profissionais, mas não há disponíveis no mercado", explicou José Bourdain, acrescentando que reuniu com a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) e com o Ministério da Saúde. "Pedimos ajuda, disseram que não nos podiam ajudar, que também não têm recursos", frisou.

Sem profissionais para garantir o normal funcionamento da unidade, a decisão passou pelo encerramento da mesma no passado dia 17 de dezembro e pela transferência dos doentes para outras unidades da região e do Algarve.

"Esgotadas as diversas possibilidades para contratação, foi acordada a suspensão da atividade da UCCI Casal da Mata", afirmou, ao JN ,a ARSLVT, garantindo, assim como o Ministério da Saúde, que "todos os utentes internados nesta Unidade foram transferidos para outras respostas, num processo realizado com segurança, garantindo a continuidade de cuidados e a necessária informação aos utentes e família".

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"O Governo tem de fazer alguma coisa para resolver este problema de falta de enfermeiros no mercado de trabalho porque já há entidades em risco de encerrar pelos mesmos motivos. Muitas das nossas associadas estão desesperadas e correm risco de encerrar", rematou José Bourdain.

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