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Farfetch questiona etnia e orientação sexual dos candidatos a emprego

Farfetch questiona etnia e orientação sexual dos candidatos a emprego

A multinacional luso-britânica Farfetch está a questionar a orientação sexual e a etnia dos candidatos a emprego. A resposta é, segundo a Farfetch, apenas para fins estatísticos, opcional e anónima. Contudo, a Comissão para a Cidadania e Igualdade (CIG) avisa que os anúncios de oferta a emprego "não podem conter" estas questões "sob pena de ilegalidade".

Todos os candidatos ao emprego de "especialista em serviços de parceiros" no pólo do Porto da Farfetch são confrontados com um questionário online que lhes pergunta qual a etnia e orientação sexual. Entre as respostas estão termos como "preto", "cigano" ou "gay". O questionário não é exclusivo desta oferta de emprego e está presente na maioria das candidaturas online da Farfetch.

Ao JN, fonte oficial da empresa reiterou que o questionário "é completamente anónimo e opcional" e tem como objetivo ajudar "a ter uma visão da representatividade demográfica das candidaturas". A mesma fonte assegura que decisão de responder ou não às questões "não tem qualquer influência no processo" de seleção de candidatos e que a informação recolhida "é estritamente estatística".

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