Covid-19

Fecho de escolas será decidido amanhã pelo Conselho Nacional de Saúde Pública

Fecho de escolas será decidido amanhã pelo Conselho Nacional de Saúde Pública

A possibilidade de fechar todas as escolas no país para travar o surto de coronavírus vai ser colocada pelo Governo, amanhã, numa reunião agendada com o Conselho Nacional de Saúde Pública.

Questionado pelos jornalistas sobre a eventualidade de fechar escolas devido ao surto de Covid-19, António Costa foi esclarecedor. "Essa é uma questão que vamos certamente colocar na reunião de amanhã com o Conselho Nacional de Saúde pública", disse o primeiro-ministro.

"Se o Conselho Nacional de Saúde Pública decidir que a melhor opção é fechar as escolas, seguiremos essa sugestão e agiremos em conformidade; se a decisão for a de manter a metodologia atual, de encerrar apenas aquelas em que há focos, é o que faremos", acrescentou o primeiro-ministro, em conferência de imprensa após uma reunião com vários ministros, entre os quais o da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, e a da Saúde, Marta temido.

Questionado, ainda, sobre a eventualidade de se anteciparem as férias da Páscoa, de forma a que os alunos pudessem ficar em casa, numa espécie de quarentena dissimulada, António Costa remeteu a decisão para o resultado da mesma reunião, de amanhã. "Daremos seguimento àquilo que for recomendado e agiremos de acordo com a melhor informação técnica possível", justificou o primeiro-ministro.

António Costa aproveitou para recordar a importância de seguir as recomendações da DGS, em termos de higiene de de comportamento social, mantendo distâncias para não infetar ou ser infetado, e deixou claro que não há, de momento, qualquer tipo de problemas em frequentar restaurantes e hotéis. "Os estabelecimentos tomaram medidas para garantir a maior segurança possível", disse António Costa.

Na ocasião, António Costa admitiu problemas na linha de Saúde SNS24, que estee "em baixo seis minutos", e prometeu continuar a reforçar o serviço.

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Compensar aulas perdidas

O presidente dos diretores escolares, Filinto Lima, defende que os alunos prejudicados pelo encerramento das escolas por causa do novo coronavírus poderão ter aulas extra no final do ano letivo ou nas férias da Páscoa.Para o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), Filinto Lima, os estudantes que, no final do ano letivo, vão realizar exames nacionais devem ter aulas extra caso fiquem sem aulas.

Os alunos do 9.º, 11.º e 12.º anos deverão ter aulas de compensação às disciplinas que tenham exames, defendeu Filinto Lima, sublinhando, no entanto, que cada comunidade educativa tem autonomia para decidir quais as medidas a aplicar tendo em conta a sua realidade escolar. "As aulas extra podem ser na pausa da Páscoa ou no final do ano letivo, no final de junho, quando os alunos estão a preparar-se para os exames", explicou à Lusa Filinto Lima.

O impacto das aulas perdidas por causa do encerramento das escolas também começa a ser um assunto que preocupa os pais que garantem ter sempre como prioridade a saúde e bem-estar dos filhos.

Portugal regista 41 casos confirmados de infeção, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).

A DGS comunicou também que em Portugal se atingiu um total de 339 casos suspeitos desde o início da epidemia, 67 dos quais ainda a aguardar resultados laboratoriais.

Face ao aumento de casos, o Governo ordenou a suspensão temporária de visitas em hospitais, lares e estabelecimentos prisionais na região Norte.

Foram também encerrados alguns estabelecimentos de ensino, sobretudo no Norte do País, assim como ginásios, bibliotecas, piscinas e cinemas. Os residentes nos concelhos Felgueiras e Lousada, do distrito do Porto, foram aconselhados a evitar deslocações desnecessárias.

A epidemia de Covid-19 foi detetada em dezembro, na China, e já provocou mais de 4.000 mortos.

Cerca de 114 mil pessoas foram infetadas em mais de uma centena de países, e mais de 63 mil recuperaram.

Nos últimos dias, a Itália tornou-se o caso mais grave de epidemia fora da China, com 463 mortos e mais de 9.100 contaminados pelo novo coronavírus, que pode causar infeções respiratórias como pneumonia.

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