Ensino

Fenprof garante que mais de seis mil professores ficam de fora das vagas de quadro

Fenprof garante que mais de seis mil professores ficam de fora das vagas de quadro

Este ano, o concurso externo abre 3259 vagas de quadro (2730 no âmbito da norma travão e 529 em grupos de recrutamento mais deficitários). O ministério da Educação frisa o aumento de 835 lugares em relação ao ano passado; a Federação Nacional de Professores fez as contas e garante que de fora ficam 6105 professores com mais de dez anos de serviço.

Entre as colocações iniciais, em agosto, e o arranque das aulas, em setembro, garantiu este sábado Mário Nogueira, foram colocados em horários completos e anuais 9364 professores, que representam necessidades permanentes do sistema. Ora, se a esse número se subtrair os que vão entrar nas 3259 vagas, significa que ficam de fora 6105, sendo que 4500 têm mais de 15 anos de serviço, garante o líder da Fenprof.

"Significa que a precariedade continua a ser aposta do Governo. É um sinal que não gostaríamos de ter" a quatro dias de João Costa tomar posse como ministro, sublinhou. O ainda secretário de Estado, frisou, é o governante há mais tempo no ministério, conhece bem todos os problemas do setor e, por isso, "não precisa de 100 dias de estado de graça para conhecer os dossiês". "Sabe perfeitamente o que tem de fazer, tem é de ter vontade e autonomia para o conseguir fazer", insistiu.

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O conselho nacional da Fenprof aprovou ontem um caderno reivindicativo para entregar a João Costa. Após a tomada de posse dos deputados, a Federação vai entregar no Parlamento uma petição com mais de 20 mil assinaturas a pedir soluções contra a precariedade, falta de professores ou regime especial de aposentação.

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