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Fenprof pede suspensão das aferições e adiamento dos exames do Secundário

Fenprof pede suspensão das aferições e adiamento dos exames do Secundário

A Federação Nacional de Professores defende a suspensão das provas de aferição do ensino Básico e o adiamento dos exames do Secundário, no limite, para setembro ou início de outubro. A alternativa, frisa a Fenprof, é a criação de um regime especial de acesso ao Ensino Superior para o próximo ano letivo.

No comunicado divulgado esta quinta-feira, em que critica o ministro da Educação de apenas dar "orientações genéricas" e ainda não ter revelado a alternativa até ao fim do ano letivo, a Fenprof sublinha discordar de "eventuais passagens administrativas".

Assim, provas e exames devem ser desde já repensados. As provas de aferição do 2.º, 5.º e 8.º anos - que no caso dos mais novos começavam no início de maio - devem ser suspensas. A Federação defende, aliás, que não faria sentido mantê-las até porque "nada do que fosse aferido seria comparável".

A Fenprof também defende que no atual contexto não faz sentido manter as provas nacionais do 9.º ano.

Já em relação aos exames do Secundário, a Fenprof propõe a sua recalendarização, "no limite, para finais de setembro ou início de outubro ainda que, para isso, sejam necessárias adaptações no calendário escolar do próximo ano letivo. A alternativa poderá ser a criação, para o próximo ano letivo, de um regime especial de acesso ao ensino superior".

Televisão deve ser alternativa

A Federação sublinha que o prejuízo provocado pelo fecho das escolas e a substituição do ensino presencial pelo ensino à distância "não é reparável por melhores recursos que sejam usados" e, por isso, pede urgentes orientações para o 3.º período.

O atual modelo de ensino à distância está a ser aplicado de forma muito desigual pelas escolas, alerta a Fenprof. Mais do que recurso aos CTT, proposta alternativa avançada pelo ministério da Educação para compensar os alunos que não têm Internet e computador em casa, a Federação defende o regresso do recurso à televisão como meio difusor de conteúdos. E sublinha que no regresso às escolas, os apoios pedagógicos terão de ser reforçados para todos os alunos.

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