25 de Abril

Funeral de Otelo Saraiva de Carvalho sem cerimónia oficial

Funeral de Otelo Saraiva de Carvalho sem cerimónia oficial

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, afirmou este domingo que o funeral de Otelo Saraiva de Carvalho "será privado".

Em reação à morte de Otelo Saraiva de Carvalho, Augusto Santos Silva, ministro dos Negócios Estrangeiros, lamentou, este domingo, o seu falecimento, recordando "o comandante operacional da ação militar do 25 de abril de 1974" como "um dos capitães de abril, uma das muitas pessoas a quem nós todos devemos a liberdade". "Neste dia de tristeza, devemos lembrar a sua memória e a sua contribuição para que a mais longa ditadura da Europa, o Estado Novo, tivesse caído e a democracia se instaurasse em Portugal", reforçou.

As cerimónias fúnebres do coronel não serão, no entanto, oficiais.

Questionado sobre se haverá uma homenagem institucional a Otelo Saraiva de Carvalho, o ministro dos Negócios Estrangeiros afirmou que "o Governo já fez". "Foi publicada uma nota oficial do Governo no fim desta manhã. O Senhor Presidente da República também teve palavras de evocação do coronel Otelo Saraiva de Carvalho, e estou certo que em próxima sessão o Parlamento fará a mesma coisa".

Sobre um possível luto nacional, Augusto Santos Silva afirma que o Governo "entendeu que esta forma é a adequada". "Portanto, todos nós devemos recordar Otelo Saraiva de Carvalho, lembrando-nos sempre que foi ele que, com a sua capacidade estratégica e operacional, comandou a ação militar que a 25 de abril de 1974 pôs fim à ditadura sem qualquer derramamento de sangue", referiu o governante.

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"O próprio Otelo Saraiva de Carvalho costumava dizer que o 25 de abril tinha sido o dia mais feliz da sua vida, e também creio que é por esse dia que ele mais merece ser lembrado", esclarece Augusto Santos Silva.

"Depois, a avaliação completa, isenta, distanciada no tempo, de tudo o que nós vamos fazendo, a história fá-lo-á num momento próprio. Agora, e no dia do seu falecimento, o que importa é lembrar aquele a quem nós também devemos o que somos hoje: uma democracia pluralista, europeia, civilista, de um país que vive em paz e para o qual a ditadura é apenas agora uma memória, um tempo a que ninguém quer voltar", acrescenta.

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