Iniciativa Liberal

Governo "joga com o medo das pessoas" para dar "alívio" em ano de eleições

Governo "joga com o medo das pessoas" para dar "alívio" em ano de eleições

O presidente da Iniciativa Liberal acusou, esta quarta-feira, o Governo, que na terça-feira anunciou mais medidas de combate à covid-19, de "tentar jogar com o medo das pessoas" para, depois, dar "alívio em ano de eleições".

"As medidas não são proporcionais. E mais uma vez, o que o Governo está a fazer é: número um, não dar dados sobre isso - não sabemos se há ciência, só parece haver ciência política; e depois faz outra coisa, parece tentar jogar com o medo das pessoas para que o alívio venha mesmo em ano de eleições", afirmou João Cotrim de Figueiredo, numa alusão às legislativas marcadas para 30 de janeiro de 2022.

O líder da Iniciativa Liberal, que falava no Hospital de Faro, à saída de uma reunião com a administração do Centro Hospitalar Universitário do Algarve (CHUA), considerou que o caminho preconizado pelo governo não conduz à "credibilização" do processo de vacinação.

"Ao insistir que toda a gente apresente certificados de teste, apesar de estarem vacinados, e por não haver qualquer diferença de tratamento nos isolamentos entre os que estão vacinados e os que não estão vacinados, a pergunta que muita gente começa a fazer, 'para que serve a vacina?', começa a ser difícil de responder", frisou o presidente da IL.

Cotrim de Figueiredo asseverou que "não faz sentido anunciar determinado conjunto de medidas, a dizer que vão salvar o Natal e o Ano Novo", e, passadas duas ou três semanas, "anunciar alterações, algumas delas com algum significado, sem explicar exatamente o que mudou".

Isso "não parece fazer nenhum sentido e nenhuma lógica", porque "aquilo que se está a passar hoje é exatamente aquilo que se podia projetar que se ia passar já há três semanas, não há nada de novo", explicou.

O líder da IL apelou à vacinação das pessoas, mas questionado sobre se o Governo estaria a facilitar o caminho ao negacionismo, respondeu: "Acho que sim, acho francamente que sim."

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Após a reunião com a administração da CHUA, Cotrim de Figueiredo salientou que os problemas da saúde no Algarve resultam de duas décadas de "planeamento insuficiente" e do facto de os hospitais públicos estarem de "mãos atadas" em matéria de decisão e gestão.

"No sistema que defendemos há lugar para os hospitais públicos. Não podem é ter as mãos atadas enquanto outros podem tomar decisões muito mais rapidamente. Não é possível gerir uma estrutura tão pesada como o SNS com estas limitações, com esta centralização e com esta ausência de instrumentos de gestão que permita responder às reais possibilidades", sublinhou o presidente da IL.

O dirigente liberal sustentou que "quem está a tentar salvar o SNS são aqueles que o querem reformar estruturalmente", enquanto os que "querem manter tudo na mesma vão causar a sua implosão, vão causar o seu declínio".

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