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Governo quer contratar até 8400 profissionais de saúde

Governo quer contratar até 8400 profissionais de saúde

O Governo quer contratar até 8400 profissionais de saúde nos próximos dois anos e vai reservar cem milhões de euros para modelos de pagamento por desempenho em hospitais.

Estas medidas foram aprovadas, esta quarta-feira, em reunião do Conselho de Ministros, no âmbito de um plano de melhoria da resposta do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e que, segundo o Governo, "representa um impulso sem precedentes no investimento" neste setor.

O Programa Operacional da Saúde será reforçado em 800 milhões de euros para reduzir a dívida e "serão essencialmente alocados à melhora da capacidade assistencial", revelou a ministra da Saúde Marta Temido, em conferência de imprensa, após a reunião.

Para a Programação Plurianual de Investimento está destinado o montante total de 190 milhões de euros.

A contratação de 8400 profissionais de saúde nos próximos dois anos será para todos os grupos profissionais, refere o comunicado do Conselho de Ministros. Este número significa "um aumento de 14% face ao ritmo de contratação anual da legislatura anterior", realçou Mariana Vieira da Silva, ministra de Estado e da Presidência, também presente na conferência de imprensa.

Foi ainda aprovado o reforço de cem milhões de euros para pagamento por desempenho destinado aos hospitais com Centros de Responsabilidade Integrados (CRI) - em outubro, só havia 14 a funcionar mas havia 89 com intenção de avançar. Serão também reservados quatro milhões para "prémios de aumento de produtividade" a todas as unidades de cuidados de saúde primários, significando que deixam de ser exclusivos dos profissionais das Unidades de Saúde Familiar (USF), explicou a ministra da Saúde em declarações aos jornalistas.

O Conselho de Ministros decidiu também "desde já, um reforço orçamental de 550 milhões destinados à redução do stock de pagamento em atraso".

O Governo decidiu ainda que a partir do próximo ano os hospitais EPE terão um reforço de autonomia, designadamente em matéria de contratações para substituição de todos os profissionais de saúde e que "a aplicação da lei dos compromissos e pagamento em atraso será adequada à especificidade do setor e à nova realidade de baixo endividamento", lê-se no comunicado.

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