Forças Armadas

Governo só indemniza pais de comandos mortos se for obrigado

Governo só indemniza pais de comandos mortos se for obrigado

O Governo travou, no último trimestre do ano passado, a negociação a que dera início para o pagamento de indemnizações às famílias dos recrutas mortos, devido a um "golpe de calor", durante a chamada "prova-zero" do 127.º Curso de Comandos, em 2016.

Para desespero das famílias, a intenção do Estado é, agora, nada decidir antes do final do julgamento, que começou há mais de um ano e não tem data para terminar. Ao JN, o Ministério da Justiça (MJ) refere apenas que, se houver um acordo, irá ponderar se "a transação deve ou não ser autorizada", "à luz do interesse público".

"Acho lamentável. Noutras situações que conhecemos desta natureza - como [os fogos de] Pedrógão -, o Estado sempre avançou, independentemente da responsabilidade criminal, por entender que, mesmo que não haja responsabilidade criminal, há o funcionamento do sistema em geral que falha", frisa Ricardo Sá Fernandes, advogado dos pais de Hugo Abreu e do pai de Dylan Silva, ambos com 20 anos à data da sua morte.

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