Covid-19

Graça Freitas faz apelo: não baixar a guarda "por muito cansados que estejamos"

Graça Freitas faz apelo: não baixar a guarda "por muito cansados que estejamos"

A diretora-geral da Saúde começou esta segunda-feira a intervenção na conferência de imprensa de balanço da pandemia em Portugal com vários apelos. Graça Freitas recordou que foram os comportamentos que "travaram a primeira onda epidémica". "O meu primeiro apelo é não baixarmos a guarda, por muito cansados que estejamos", afirmou.

Portugal registou esta segunda-feira um novo máximo diário no número de mortes por covid-19: mais 46 vítimas mortais. Em conferência de imprensa, a diretora-geral da Saúde admitiu que há "uma sobrecarga" no sistema de saúde -- um aviso que tem vindo a ser feito por vários governantes com o aumento de número de casos diários nas últimas semanas. Para Graça Freitas, a pressão acontece em várias áreas da saúde, desde os internamentos até ao rastreio dos contactos de risco dos infetados.

A primeira intervenção da conferência de imprensa foi de apelo. O rosto da Direção-Geral da Saúde (DGS) recordou que o que travou a primeira onda da pandemia em Portugal foram os comportamentos preventivos dos cidadãos, por isso, a prevenção contra a covid-19 deve voltar e permanecer como um "estilo de vida". "O meu primeiro apelo é não baixarmos a guarda por muito cansados que estejamos", adiantou.

No dia em que se passam oito meses desde o primeiro caso confirmado do novo coronavírus em Portugal, Graça Freitas repetiu um lema: há que "achatar a curva". "Temos de ganhar uma folga para a nossa vida, até termos uma vacina ou um tratamento eficaz", afirmou. A diretora-geral da Saúde esclareceu que a "curva epidémica está com tendência a crescer" e que só os comportamentos preventivos, com a adoção de medidas restritivas, poderá "aliviar a pressão sobre os serviços de saúde".

Para além das medidas já repetidas, como a lavagem das mãos, o uso de máscara e a etiqueta respiratória, a diretora da DGS quis ainda esclarecer o conceito de "bolha". "A bolha é o meu agregado familiar [quem vive na mesma casa] e não a minha família alargada". Neste conceito, não entram também os amigos ou os colegas de trabalho. Questionada sobre quando poderá ser atingido o pico desta nova fase da pandemia, Graça Freitas disse não haver certeza de nada: "É uma doença nova, não sabemos o tamanho da montanha". "Estamos a correr uma maratona sem fim", acrescentou.

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Face às novas medidas restritivas em 121 concelhos, com mais de 240 novos infetados por 100 mil habitantes, a diretora-geral da Saúde informou que a lista vai brevemente ser divulgada também no boletim diário da DGS sobre os números da pandemia. "Não é um estigma", disse, servirá antes para que se possa saber se determinado local está sob o abrigo destas novas medidas, onde se inclui, por exemplo, a proibição de feiras e mercados de levante. Graça Freitas pediu "paciência" ao setor das feiras e referiu que a mobilidade dos negócios, ao contrário do comércio tradicional de rua, exige que os mesmos tenham regras específicas para conter a pandemia.

Portugal registou esta segunda-feira mais 2506 casos e 46 vítimas mortais, o máximo diário desde o início da pandemia.

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