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Graça Freitas recuperou da covid-19 e regressa ao trabalho "grata à natureza"

Graça Freitas recuperou da covid-19 e regressa ao trabalho "grata à natureza"

A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, está recuperada da covid-19 e regressa ao trabalho na segunda-feira, cerca de três semanas após ter sido contagiada numa reunião de trabalho, apesar do distanciamento e da máscara.

É com "uma sensação de gratidão pela vida, por a natureza ter dado este presente", de estar recuperada, que a diretora-geral da Saúde (DGS), Graça Freitas, regressa ao trabalho, na segunda-feira, após três semanas doente com covid-19.

"Sinto um grande alívio", diz Graça Freitas, que pensava ser "candidata a ter uma forma grave da doença", por ter "antecedentes de doença complicados". Médica, de 63 anos, passou pela covid-19 sem problemas de maior e está pronta a voltar ao trabalho, duplamente aliviada, por "não ter tido nenhuma complicação e não ter infetado ninguém".

Em entrevista ao jornal "Sol", Graça Freitas diz que foi uma doente exemplar, que cumpriu todas as recomendações do SNS e não esconde a ansiedade que viveu.

"Tive sempre sintomas ligeiros. Nunca tive febre, que era algo que estava à espera de ter. E depois os sintomas flutuam, há um dia em que se está bem e outro não. A doença tem esta incerteza de se estar sempre com o temor de piorar. É uma sensação, que do ponto de vista psicológico, causa grande ansiedade".

A diretora-geral da saúde aconselha os doentes a terem um oxímetro em casa, um aparelho que mede os níveis de oxigénio do sangue. "Dá um dado objetivo", diz, detalhando a forma como passou pela doença. "Bebi muita água, o próprio corpo pedia, apesar de não ter febre. Não senti um cansaço extremo", acrescentou.

"É uma sensação de vulnerabilidade. Durante uns dias, não sabemos o que vai acontecer. Essa incerteza é pesada", recordou Graça Freitas, que vive apenas com o marido e teve receio de o contaminar. O que não aconteceu.

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Graça Feitas disse não perceber bem como ficou doente. Acredita que foi infetada há cerca de três semanas, numa reunião na qual participou com uma colega, que dois dias depois, num domingo, lhe ligou a dizer que tinha a doença.

"Estávamos todos com máscara. Uma pessoa estava doente e não sabia", disse Graça Freitas. Questionada pelo "Sol", a diretora-geral da Saúde disse que "no conjunto" estavam a cumprir as regras. "Estávamos a um metro e meio, talvez" de distância na sala.

Graça Freitas admite que a forma como ficou contagiada a "surpreendeu um pouco", dados os cuidados que tiveram. "Não sei exatamente como foi, ninguém sabe", admitindo que "pode não ter havido arejamento suficiente na sala", que não era grande, onde se encontrou com três técnicos para o fim de uma reunião que durou algum tempo. "Estive lá meia hora e não saí com a sensação de ter estado em risco", acrescentou.

"É um vírus que circula muito facilmente", alerta a diretora-geral da Saúde, que detalhou alguns dos cuidados que tinha para evitar ficar doente. "Fui extremamente cuidadosa desde o início. Limitei com uma fita o meu gabinete, passei a comer sozinha também no gabinete, quanto muito partilhava com uma pessoa, mas a grande distância", recordou, admitindo que, no elevador, mesmo sozinha, viajava virada para a parede.

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