Iniciativa

Gulbenkian apoia 51 projetos de intervenção social com 3,8 milhões

Gulbenkian apoia 51 projetos de intervenção social com 3,8 milhões

Programa Cidadão Ativ@s apoia organizações não-governamentais de todo o país.

Fortalecer a sociedade civil e as suas organizações. É esse o objetivo do programa Cidadãos Ativ@s, da Fundação Calouste Gulbenkian, que vai apoiar 51 projetos de intervenção social, de organizações não-governamentais de vários pontos do país, com cerca de 3,8 milhões de euros. Jovens em risco ou portadores de deficiência, vítimas de violência doméstica, migrantes e refugiados são alguns dos beneficiários das iniciativas, que se sustentam, também, no fomento pela cultura democrática e na sustentabilidade ambiental, entre outros pilares.

A edição de 2020 do Cidadãos Ativ@s, cujos resultados foram agora conhecidos, foi a terceira e aquela em que um montante mais elevado - 3,8 milhões - foi atribuído aos vencedores do concurso. Este ano, 2021, haverá uma última edição, com mais de um milhão de euros restantes, destinados a apoiar mais projetos, que terão que ser concretizados, no máximo, até 2024. "Pretendemos uma sociedade mais justa e mais tolerante. Muitos dos projetos apoiados estão orientados para os jovens, pois é neles que tudo começa", explica Luís Madureira Pires, responsável pelo programa.

Cada um dos projetos a concurso assenta num de quatro eixos: fortalecer a cultura democrática e a consciência cívica, apoiar e defender os direitos humanos, empoderar os grupos vulneráveis e reforçar a capacidade e sustentabilidade da sociedade civil. No conjunto, destacam-se iniciativas como a da Associação Beira Serra, que propõe a criação de um jogo de tabuleiro sobre a constituição da República Portuguesa, por parte de toda a comunidade educativa da região da Cova da Beira (Belmonte, Covilhã e Fundão), ou como a da Associação Cultural Figura Nacional, com o projeto "O Clube de Cinema de Campanhã", que pretende criar um clube de cinema, com objetivo de reforçar a cultura democrática e a consciência cívica, ao mesmo tempo que quer capacitar 40 jovens em risco socioeconómico para uma participação mais ativa na sociedade. Já a Associação Pão a Pão, em parceria com a Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa, apresentou o projeto "Mezze-Escola", para capacitar 40 migrantes e refugiados, especialmente mulheres e jovens, com idades compreendidas entre os 18 e os 50 anos, de forma a serem integrados no mercado de trabalho, nos setores da restauração e da hotelaria.

O montante atribuído pela Gulbenkian, através do Cidadãos Ativ@s, provem dos fundos EEA Grants, financiados pela Noruega, Islândia e Liechtenstein, que se destinam ao reforço da sociedade civil portuguesa. "O programa acredita que as organizações são os pilares da própria sociedade", justifica Luís Madureira Pires.

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