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Gusmão quer PCP e BE a "falar melhor entre si" para "falar alto" com o Governo

Gusmão quer PCP e BE a "falar melhor entre si" para "falar alto" com o Governo

O dirigente bloquista José Gusmão defende que PCP e BE devem "falar melhor entre si para falarem mais alto com o Governo" e imporem "com a força que têm" uma "política justa" no debate orçamental.

"A política mínima é o problema, não seremos parte do problema mas queremos ser parte da solução. Queremos uma esquerda, Bloco e PCP, que fale melhor entre si para falar mais alto com o Governo. Que use a força que tem para impor uma política justa, necessária e urgente", apelou o eurodeputado.

O eurodeputado e dirigente nacional deixou este apelo durante a sua intervenção na XII Convenção Nacional, que termina hoje em Matosinhos, ao sublinhar que "o debate do orçamento, o debate da chamada bazuca é o debate de como construir uma política do tamanho da crise" atual.

Gusmão apontou as áreas da saúde, habitação, direitos do trabalho, justiça fiscal e transição energética como as áreas prioritárias naquele debate e defendeu que a esquerda deve "ser exigente" perante um Governo que acusou que promover uma "política mínima" para obter "nota máxima em Bruxelas".

Como exemplos, disse que o primeiro-ministro, António Costa, "impediu que os apoios aos trabalhadores independentes" lhes permitissem rendimentos "acima do limiar da pobreza" e que permitiu que "os mesmos privados que desapareceram em combate" na primeira fase da pandemia, recebam agora "enxurradas" de dinheiro público.

Antes, João Teixeira Lopes subiu à tribuna para criticar o atual presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, e o "caso Selminho" relativo a negócios imobiliários em que "todas as opções eram ilegais", recordando que o BE exigiu a demissão do autarca desde logo.

Contudo, "não é apenas por causa desse caso" que o BE "não gosta de Rui Moreira", disse, afirmando que o autarca "se recusa a hastear a bandeira LGBT nos Paços do Concelho" e "entende a cidade como uma imensa arena de facilitação de negócios".

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Mais escrutínio, mais participação popular, mais transparência e solidariedade são as prioridades do BE, quer a nível local, quer a nível nacional, no parlamento, disse.

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