Ensino Superior

Há 33 cursos sem desempregados

Há 33 cursos sem desempregados

Há 33 licenciaturas e mestrados integrados sem recém-diplomados inscritos no Instituto de Emprego e Formação Profissional. E mais 64 em que a taxa de desempregados é inferior a 1%. Comparativamente com o ano anterior, o número de cursos com pleno emprego baixou para menos de metade (eram 68) e com mais de 10% de desempregados subiu de 56 para 164.

A cerca de duas semanas do arranque do concurso nacional de acesso, o ministério da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior atualizou os dados que ficam disponíveis a partir deste sábado no portal Infocursos para os estudantes consultarem. No comunicado emitido é sublinhado que a percentagem de desempregados baixou de 8% no segundo semestre de 2015 para 4,6% entre os diplomados do ensino público e para 5,7% entre os do privado.

Entre os 33 cursos sem desempregados entre os que se formaram no ano letivo 2019/ 2020, dez eram licenciaturas de Enfermagem e seis eram engenharias.

Com menos de 1% de desempregados surgem mais 64 licenciaturas e mestrados integrados - novamente Enfermagem (16), mas também Medicina (os seis cursos), Engenharia Informática (Universidade de Lisboa), Música (Universidade de Aveiro), Biologia Celular e Molecular (Universidade Nova de Lisboa), Educação Básica (Politécnico de Setúbal), Direito (Universidade Católica) ou Línguas Aplicadas (Universidade Aberta). Do lado oposto da tabela, Turismo (20 cursos), Ciências da Comunicação (12 cursos) ou Arquitetura (5 cursos) são dos cursos com mais desempregados.

Na base de dados divulgada em 2019 havia 63 cursos com pleno emprego. Mais do dobro do registado em 2018 e 2017 quando eram, respetivamente, 31 e 25. Já o número de cursos com recém-diplomados desempregados baixou significativamente e consecutivamente entre 2015 e 2019 - de 531 para 56, voltando este ano a subir para 164.

Menos abandono

Além do desemprego, a base de dados fornece informações sobre o número de inscritos, por idade ou género, as médias de ingresso, os que permanecem no mesmo curso após um ano ou as classificações finais. No total, tem informação relativa a 4043 cursos de 101 instituições. Por exemplo, o número de estudantes que desistiu no final do 1.º ano, em cursos técnicos superiores profissionais (CTeSP) baixou de 28,4% em 2015 para 18,7% em 2019/2020. No caso dos mestrados caiu de 19,7% para 16%. Nas licenciaturas, a descida terá sido "mais ligeira" refere o MCTES no comunicado.

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O número de estudantes estrangeiros inscritos subiu em todos os ciclos: mais 14% nos CTESP, 13% nas licenciaturas e 27,5% nos mestrados.

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