O Jogo ao Vivo

Covid-19

Há condições para iniciar desconfinamento "lento, gradual e rigoroso", diz PS

Há condições para iniciar desconfinamento "lento, gradual e rigoroso", diz PS

O secretário-geral adjunto do PS, José Luís Carneiro, considerou que o país já está em condições de dar início a um desconfinamento "lento, gradual e rigoroso", embora não tenha revelado por onde a reabertura irá começar. Na Páscoa, as medidas serão "mais rigorosas".

"A manterem-se os indicadores que são conhecidos, há condições para se iniciar um processo lento, gradual e rigoroso de desconfinamento", sustentou o socialista. "Esse desconfinamento deve ter flexibilidade para corrigir medidas e para recuar se for necessário", não só em função "dos riscos que ainda prevalecem" mas, também, da "segurança" da população, referiu.

No entanto, Carneiro não quis revelar que setores irão reabrir primeiro, afirmando que o regresso das aulas presenciais e a venda ao postigo "não dependem só da vontade" dos decisores, mas sim dos números. Pouco antes, recorde-se, o líder do PSD, Rui Rio, tinha anunciado que o R(t) (índice de transmissibilidade do vírus) subiu, esta quarta-feira, para 0.9, de acordo com o que lhe foi transmitido, em audiência, pelo presidente da República.

Assim, Carneiro insistiu que será preciso "aguardar" pelas decis​​​​​​ões do Conselho de Ministros, marcado para esta quinta-feira.

Páscoa com "rigidez" no controlo de movimentos

PUB

O dirigente do PS anunciou, também, que o partido defende a tomada de "medidas mais rigorosas no período da Páscoa". Dessa forma, o Governo deverá evitar que o previsível afrouxamento das restrições, que deverá iniciar-se esta segunda-feira, "se prolongue" para os dias dessa festividade, que este ano se assinala a 2, 3 e 4 de abril.

Durante os dias da Páscoa, segundo José Luís Carneiro, está em cima da mesa que o Executivo imponha uma "maior rigidez no controlo de movimentos dos cidadãos".

O dirigente defendeu ainda que o desconfinamento deve ter uma "natureza nacional", mas que poderá desdobrar-se em focos regionais para dar respostas "tão territorializadas quanto possível" aos surtos locais. O PS argumenta que essa gestão deve ser feita ao nível das áreas metropolitanas ou das comunidades inter-municipais.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG