Pandemia

Houve nove mil casos de covid-19 no primeiro período de aulas

Houve nove mil casos de covid-19 no primeiro período de aulas

Relatório do MAI revela que 800 turmas estiveram em confinamento até 18 de dezembro. E fala em recuperação económica devido às compras de Natal.

No primeiro trimestre de aulas, foram detetados nove mil casos positivos na comunidade escolar e 800 turmas tiveram que ficar em confinamento. O Governo faz um balanço "muito positivo" dos primeiros três meses de escola (que findou a 18 de dezembro), num relatório do Ministério da Administração Interna (MAI) sobre o estado de emergência, que aponta para uma recuperação económica, em dezembro, devido às compras de Natal.

No documento, que vai ser discutido esta quarta-feira em plenário parlamentar, revela-se que, segundo o Ministério da Educação, no final do primeiro período de aulas, registavam-se "mais de nove mil casos positivos na comunidade escolar". Mas não se especifica quantos.

Segundo ainda o reporte do ministério de Tiago Brandão Rodrigues, esses casos levaram a que, desde o início do ano letivo, 800 turmas tenham tido "atividade letiva não presencial". Um número que não coincide com o que tem vindo a ser revelado pela Fenprof, cuja listagem de escolas com casos de covid atingiram 1048 estabelecimentos de ensino, no final do primeiro trimestre. Na altura, aquela central sindical, liderada por Mário Nogueira, acusou o Ministério da Educação de lançar números com "credibilidade muito duvidosa".

Ainda assim, e apesar dos nove mil casos assumidos, o Governo, no relatório do MAI, faz um balanço "muito positivo" dos primeiros três meses de aulas, "tendo as atividades letivas e não letivas presenciais decorrido dentro da normalidade".

Mais de 20% de vendas

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No documento, que vai ser discutido, esta quarta-feira, no Parlamento, o Governo também faz um balanço económico positivo. Se a "black friday" já tinha suscitado um aumento da procura, as compras natalícias fizeram disparar ainda mais os fatores de dinamismo económico, com um acréscimo de 20% no volume de vendas.

O relatório do MAI revela que, "entre os dias 24 de novembro e 8 de dezembro, verificou-se um dinamismo superior da atividade económica", fruto de um aumento da procura, que cresceu ainda mais na terceira quinzena do Estado de Emergência e atingiu o auge nas vésperas do Natal.

"Por conseguinte, estima-se que os índices de produção e a comercialização tenham aumentado, face ao que se registou em novembro", lê-se no documento, que revela que os dias 11 e 18 de dezembro foram os que tiveram procura foi mais intensa. "Procura que viria a crescer com a aproximação da efeméride, naquele que foi o período com o maior volume de compras, desde o primeiro caso de infeção", especifica o relatório.

"Em particular, as vésperas da consoada e do dia de Natal significaram o culminar de um processo crescente, assente na evolução das deslocações a estabelecimentos comerciais, supermercados e farmácias", acrescenta-se, para concluir: "Instigada pelo dinamismo característico da época, a atividade económica atingiu patamares nunca verificados" na pandemia.

Ainda assim, avisa-se que "é expectável que o próximo ciclo da atividade económica" traga um abrandamento do consumo.

Casos em lares

O relatório do estado de emergência revela que, até ao dia 28 de dezembro, foram realizados 67 522 testes em lares de terceira idade, os quais permitiram detetar 1124 casos positivos em 467 respostas sociais.

Situação nas prisões

Entre os dias 9 e 23 de dezembro, existiam 42 casos positivos em estabelecimentos prisionais: 29 de trabalhadores (22 guardas prisionais, um profissional de saúde, um técnico profissional de reinserção social e cinco de outras categorias profissionais) e 13 reclusos.

Transportes

O MAI concluiu que foi dada "resposta adequada às necessidades de mobilidade". Isto apesar de, no metropolitano de Lisboa se terem registado "pontualmente" casos de "ultrapassagem dos 66,6% da carga". E de no metro do Porto terem ocorrido 11 "situações pontuais", com procura acima do limiar dos 2/3 da lotação". E média, os veículos circularam com 68 passageiros. O máximo detetado foi 175 passageiros por veículo.

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