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Falhas nas farmácias deixam 45 milhões de medicamentos por aviar

Falhas nas farmácias deixam 45 milhões de medicamentos por aviar

Número de caixas de fármacos em falta, de janeiro a setembro, disparou 28% face ao período homólogo. Doentes obrigados a fazer várias viagens para aviar receitas ou a substituir medicação por alternativas

Quantas vezes já ouviu o farmacêutico dizer que, de momento, não tem o medicamento que procura? Certamente muitas porque, nos primeiros nove meses deste ano, faltaram 45,1 milhões de embalagens de fármacos nas farmácias do país, muitos dos quais receitados pelo médico e alguns considerados essenciais pela Organização Mundial da Saúde. As falhas de medicamentos nas farmácias dispararam 28% face ao mesmo período de 2017 e, a manter-se o ritmo, vão ultrapassar em muito os números dos anos anteriores.

Quase sem stock nas prateleiras, por falta de liquidez e porque o abastecimento do mercado é irregular, as farmácias têm cada vez mais dificuldades em responder no momento às necessidades dos doentes, que acabam por ter de fazer várias deslocações para aviar as receitas. E é no interior do país, onde há mais idosos e as farmácias distam mais quilómetros, que o problema é maior.