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Força Aérea vai gerir contratos de aeronaves para combate aos fogos

Força Aérea vai gerir contratos de aeronaves para combate aos fogos

A Força Aérea vai passar a gerir os contratos de aeronaves envolvidas no combate aos fogos, anunciou o primeiro-ministro, António Costa.

Ladeado pelo novo ministro da Administração Interna e pelo ministro da Defesa, assim como pelo ministro da Agricultura, António Costa apontou um maior empenhamento das Forças Armadas, com a Força Aérea a passar a ser responsável pela gestão dos contratos, gestão dos meios privados e públicos, assim como pela operação dos meios do Estado.

A medida foi anunciada no final do Conselho de Ministros convocado para encontrar soluções face à tragédia dos fogos florestais. O primeiro-ministro não apresentou, no entanto, datas para atingir estes objetivos, uma vez que o contrato para os Kamov só acaba em 2019, o dos B3 em 2018 e a FAP só vai ter meios próprios para o combate aos fogos a partir de finais do próximo ano, com a compra de seis "helis" ligeiros.

Maior intervenção vai ter também o Exército, através do Regimento de Apoio Militar de Emergência, cujo papel nos incêndios deste ano foi muito elogiado por António Costa. A unidade de Abrantes vai continuar a missão que tem vindo a cumprir, com o reforço do apoio à população e em tarefas logísticas. Mas, por por outro lado, não fez qualquer referência à criação de uma unidade similar à UME espanhola, que esteve em Portugal no apoio ao combate ao fogos.

Chegou a ser noticiado que havia setores que iriam propor para Portugal uma estrutura semelhante, mas o tipo de empenhamento do Exército vai manter-se igual, no apoio, vigilância e rescaldo.