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Forças especiais da PSP processam Estado por recusar subsídio em cenário de guerra

Forças especiais da PSP processam Estado por recusar subsídio em cenário de guerra

Um total de 60 elementos do Grupo de Operações Especiais da Polícia de Segurança Pública (GOE/PSP) foram mobilizados para a missão de paz da ONU no Chade e na República Centro-Africana, mas o respetivo suplemento de missão foi pago a apenas 36 homens.

Vinte e dois operacionais que não o receberam, apesar de terem participado na missão Minurcat com as mesmas funções dos colegas, processaram o Estado português por causa daquele tratamento desigual, pedindo ao Tribunal Administrativo de Lisboa que o condene a pagar-lhes uma indemnização no montante de 324 mil euros, acrescido de juros.

Esta é uma das guerras que os elementos do GOE vêm travando, na sombra, com o poder político. Até hoje, essas guerras não tiveram visibilidade pública. Desde logo, porque existe no GOE uma cultura de secretismo e, por outro lado, os seus agentes exercem em regime de nomeação, sabem que a hierarquia não aprecia protestos e, uma vez integrados nesta elite da Polícia, temem ser recambiados para as esquadras. Além disso, o tradicional afastamento daquele pessoal em relação aos sindicatos também tem ajudado a esconder problemas.

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