Incêndios

Governo decreta calamidade pública a norte do Tejo

Governo decreta calamidade pública a norte do Tejo

O Governo declarou Calamidade Pública em todos os distritos a norte do Tejo, anunciou António Costa, depois de uma visita à Autoridade Nacional de Proteção Civil. O primeiro-ministro manteve a confiança política na ministra da Administração Interna, considerando "um bocado infantil" a ideia de que consequências políticas são demissões.

António Costa falava aos jornalistas no Comando Nacional de Operações de Socorro da Autoridade Nacional de Proteção Civil, em Oeiras, distrito de Lisboa, depois de questionado sobre a continuidade no Governo da ministra da Administração Interna na sequência de mais uma vaga de incêndios em todo o país, com mortos.

Perante a pergunta se mantinha a confiança política em Constança Urbano de Sousa, o primeiro-ministro reagiu: "Claro, caso contrário não estava aqui com a senhora ministra".

António Costa considerou depois "um bocado infantil essa ideia de que as consequências políticas são a demissão de ministros".

"A principal consequência política num Governo é fazer aquilo que falta fazer", contrapôs.

Interrogado se o Presidente da República não deixou implícita a defesa de mudanças no Governo como consequência política a retirar das tragédias ocorridas com incêndios florestais deste ano, o primeiro-ministro rejeitou essa interpretação.

"Acho que não. Acho que os portugueses querem uma atitude madura", defendeu.

António Costa deu depois como exemplo de "atitude madura" o processo no parlamento que levou à constituição da Comissão Técnica Independente aos incêndios em Pedrógão Grande e Góis, cujo relatório foi divulgado na passada quarta-feira.

ver mais vídeos