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Greve dos professores com adesão de 75%

Greve dos professores com adesão de 75%

A greve dos professores, que se cumpre esta segunda-feira em Lisboa, Setúbal e Santarém, está a registar uma adesão de 75%, segundo Mário Nogueira, da Fenprof.

O primeiro balanço do protesto foi feito ao final da manhã no Largo Camões, em Lisboa. Mário Nogueira, da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), diz que os 75% de adesão são níveis semelhantes aos registados na greve regional de março.

Há algumas escolas fechadas, nomeadamente, o Jardim de Infância dos Templários, em Tomar, e a Escola António Nobre, em Lisboa, exemplificou.

"É um excelente arranque", sublinhou Mário Nogueira, referindo-se ao primeiro dia de greve dos professores em Lisboa, Setúbal e Santarém.

No dia 2 o protesto abrange as regiões de Évora, Beja, Portalegre e Faro. No dia 3, a greve concentra-se nos distritos de Coimbra, Aveiro, Leiria, Viseu, Guarda e Castelo Branco e no dia 4 nos distritos do Porto e de Braga, Viana do Castelo, Vila Real e Bragança.

O dirigente da Fenprof voltou a classificar de "repugnante" a atitude do Governo na reunião da passada sexta-feira, ao recusar a recuperação integral do tempo de serviço congelado - nove anos, quatro meses e dois dias de trabalho.

A proposta do Governo - dois anos, nove meses e 18 dias - é "ilusória e uma fraude", garante, porque "a intenção, após as próximas eleições legislativas, é acabar com o estatuto da carreira docente e transferir os professores para a carreira geral da função pública".

Mário Nogueira voltou a apelar aos partidos para fiscalizarem a ação do Governo e o cumprimento da lei do Orçamento do Estado de 2018.

As deputadas Mariana Mortágua, do BE, e Ana Mesquita, do PCP, estiveram no Largo Camões e ambas garantiram que as suas bancadas tudo farão para garantir o cumprimento da lei mas não se comprometeram para já com o futuro pedido de fiscalização sucessiva se o decreto de lei proposto pelo Governo for aprovado.